O director geral da Organização Mundial da Saúde, Tedros Adhanom Ghebreyesus, alertou esta segunda-feira para a necessidade do processo de desconfinamento ter de ser «lento e seguro», sendo essa a chave, na sua opinião, para que exista um controlo da epidemia do novo coronavírus, a nível mundial.
«Levantar o confinamento é simultaneamente complexo e difícil», disse o responsável na habitual conferência de imprensa desta segunda-feira, em Genebra, sublinhando que foram criados sistemas de resposta em alguns países no sentido de combater a contaminação.
Estas declarações surgem numa altura em que alguns países nomeadamente a China, a Coreia do Sul ou a Alemanha, se deparam com uma subida exponencial do número de casos confirmados do novo coronavírus, depois de terem começado o processo de desconfinamento. Razão que levou Tedros a apelar novamente para que os países tenham atenção em não apressar demasiado o regresso ao novo normal, para que situações destas não voltem a repetir-se.
Mike Ryan, chefe do programa de emergências da OMS, reforçou as palavras de Tedros, dizendo que é necessária uma «vigilância extrema», numa altura em que os países começam a sair dos bloqueios impostos, para evitar uma segunda onda de infecções.
Para além desta temática, Tedros falou ainda sobre Taiwan, dizendo que não recebeu nenhum «mandato para convidar o país insular para a Assembleia» Mundial da Saúde (AMS), que vai ter lugar na próxima semana, acrescentando ainda que os estados-membros têm «opiniões divergentes» sobre a participação da ilha.
Taiwan, com o forte apoio dos Estados Unidos, intensificou a sua pressão para poder participar como observador na reunião da próxima semana do órgão de decisão da OMS.
O director jurídico da OMS, Steven Solomon, esclareceu num comunicado que apenas os estados-membros tinham o poder de decidir quem marcava presença na AMS.







