O vírus Nipah é uma doença transmitida principalmente de animais para humanos, tendo sido detetada pela primeira vez no mundo em porcos domésticos na Malásia e em Singapura, em 1999. Aliás, o nome deriva do nome da aldeia onde foram inicialmente identificados, conforme relatado pela Organização Mundial de Saúde Animal (OIE).
Embora a transmissão para humanos ocorra principalmente através de morcegos frugívoros, outros animais domésticos, como cabras, cavalos, cães ou gatos, também podem disseminar o vírus. Geralmente, a infeção ocorre por contacto com fluidos corporais de um animal infetado — sangue, fezes, urina ou saliva.
Portanto, em áreas com maior incidência, especialistas recomendam evitar a exposição a animais com alto risco de conter o vírus, seja evitando comer o animal diretamente ou qualquer item que possa ter sido infetado, como frutas, de acordo com a ‘Cleveland Clinic’, citado pelo ‘El Economista’.
Sintomas
Quanto aos sintomas, estes podem variar de relativamente leves a muito graves. De facto, o diagnóstico é muito complexo nos estágios iniciais do vírus, pois os sintomas tendem a ser um tanto inespecíficos. Inicialmente, as pessoas geralmente apresentam febre, dor de cabeça, falta de ar, tosse e dor de garganta, além de alguns problemas digestivos e dores musculares.
Esses sintomas aparecem entre 4 e 14 dias após a exposição ao vírus e podem piorar, levando a uma infeção cerebral (encefalite), que pode ser fatal. Os sintomas mais graves incluem confusão e desorientação, problemas de fala e dificuldade para respirar.
Tratamento
Além desses sintomas e as suas potenciais complicações, a realidade é que, até ao momento, não existem medicamentos específicos ou vacina para prevenir a infeção. “Recomenda-se tratamento intensivo de suporte para complicações respiratórias e neurológicas graves”, afirma a Organização Mundial da Saúde (OMS). O diagnóstico da doença é confirmado por meio de um teste de reação em cadeia da polimerase em tempo real (RT-PCR).
Na ausência de um tratamento específico, as medidas preventivas são essenciais para a erradicação. A OMS recomenda que as autoridades veterinárias prestem muita atenção à deteção precoce e, caso algum animal seja diagnosticado com a doença, procedam ao seu abate. A desinfeção das áreas infetadas com cal clorada é crucial.















