O que “Bartleby” pode ensinar aos gestores

O conto de Herman Melville, “Bartleby, o escrivão” oferece lições valiosas para lidar com colegas problemáticos.

TitiAna Barroso

O conto de Herman Melville, “Bartleby, o escrivão” oferece lições para lidar com colegas problemáticos.

Por Daniel Akst



Todos nós, ao longo da vida, lidámos com colaboradores problemáticos. Até já fomos um. Contudo, poucas pessoas se tornaram um problema tão grande como um escrivão chamado Bartleby o foi para os seus colegas.

Provavelmente nunca ouviram falar do funcionário de escritório mais famoso e refractário da literatura, o que é uma pena. Porque não existe um melhor texto sobre os desafios de gerir pessoas do que “Bartleby, o escrivão”. E embora o conhecido conto de Herman Melville tenha sido publicado pela primeira vez em 1853, nunca foi tão relevante como hoje para o mundo do trabalho – ou para os líderes responsáveis por o fazer funcionar.

“Bartleby, o escrivão” aborda os desafios particulares dos colaboradores que são produtivos, mas difíceis – como os colegas de Bartleby – e de colaboradores, como o próprio Bartleby, com problemas de saúde mental. (Existem sinais de que estes problemas podem estar a aumentar, pelo menos entre os mais jovens.) A experiência do gestor de Bartley faz-nos perguntar: Como podemos ajudar uma alma torturada a nosso cargo? Será que é suficiente ter paciência? E até onde vai a paciência? De forma mais abrangente, como equilibramos as necessidades dos indivíduos com as da empresa?

Melville, claro, é mais conhecido pelo gigante literário “Moby Dick” – ele próprio uma enciclopédia de perspectivas sobre liderança e dinâmica profissional. Todavia, “Moby Dick” é uma novela quase tão grande como a presa do capitão Ahab. “Bartleby”, com cerca de 14 mil palavras, é uma obra-prima da economia e da perspicácia em comparação, alternadamente hilariante e desolador, e por vezes ambos ao mesmo tempo. Com o seu tamanho, é possível lê-lo a caminho do trabalho.

A história é narrada por um advogado sem nome que emprega dois copistas e um aprendiz num escritório lúgubre em Manhattan, onde levam a cabo o tipo de trabalho legal que mantém o comércio a funcionar. Os quatro mantêm um equilíbrio produtivo, se não cómico, que demonstra que, muito antes da série “The Office”, colaboradores e gestores tinham de lidar com peculiaridades individuais numa coreografia subtil de dar e receber. Os gestores, incluindo o nosso advogado, dão frequentemente por si a equilibrar autoridade e indulgência, vantagens e irritações, expectativas de todos versus permissões individuais.

Pode ler o artigo na íntegra na edição de Setembro da revista Executive Digest.

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