O País que não é nada assim-assim!!!!

Ricardo Florêncio Director da revista Executive Digest Editorial publicado na edição de Julho de 2015 da revista Executive Digest Portugal é o País do assim-assim. Tudo é assim-assim. Então como vão os negócios? Assim-assim! E como vai a vida? Assim-assim! Podemos brincar com o tema, mas não se deve. É porque esta maneira de ser, de ver, de viver, influencia e muito, o tipo de pessoas que nós somos, e o que fazemos, e como encaramos os problemas, adversidades e desafios. Portugal não tem nada de assim-assim. Nem a nossa vida tem nada de assim-assim. Em média, repito, em média, as pessoas em Portugal vivem relativamente bem. Não ganham mal, e não têm assim tão poucas regalias, leia-se direitos. Há ainda muita pobreza que deverá ser erradicada. E a questão dos pensionistas que toda uma vida útil de trabalho descontaram, com expectativa de virem a ser devidamente recompensados, é de bradar aos céus. É verdade! Poder-se-á afirmar que podia ser melhor. É justo e desejável. Mas tudo tem um lado do deve e do haver. Tudo tem de ser conjugado entre direitos e deveres. Exigir isto e aquilo, e depois não querer pagar por tal, é pura demagogia. Tal como é tolice pensar-se que se pode continuamente gastar mais do que se ganha!!! No cômputo global, Portugal é…

Sónia Almeida

Ricardo Florêncio

Director da revista Executive Digest

Editorial publicado na edição de Julho de 2015 da revista Executive Digest

Portugal é o País do assim-assim. Tudo é assim-assim. Então como vão os negócios? Assim-assim! E como vai a vida? Assim-assim! Podemos brincar com o tema, mas não se deve. É porque esta maneira de ser, de ver, de viver, influencia e muito, o tipo de pessoas que nós somos, e o que fazemos, e como encaramos os problemas, adversidades e desafios.

Portugal não tem nada de assim-assim. Nem a nossa vida tem nada de assim-assim. Em média, repito, em média, as pessoas em Portugal vivem relativamente bem. Não ganham mal, e não têm assim tão poucas regalias, leia-se direitos. Há ainda muita pobreza que deverá ser erradicada. E a questão dos pensionistas que toda uma vida útil de trabalho descontaram, com expectativa de virem a ser devidamente recompensados, é de bradar aos céus. É verdade!
Poder-se-á afirmar que podia ser melhor. É justo e desejável. Mas tudo tem um lado do deve e do haver. Tudo tem de ser conjugado entre direitos e deveres. Exigir isto e aquilo, e depois não querer pagar por tal, é pura demagogia. Tal como é tolice pensar-se que se pode continuamente gastar mais do que se ganha!!!
No cômputo global, Portugal é um País fantástico. Todos adoram Portugal. E temos a desfaçatez de afirmar que os estrangeiros é que podem usufruir do que é bom em Portugal? E nós não usufruímos?
Nós não gozamos o clima, a vida do dia-a-dia, a gastronomia, as pessoas, o cada vez mais difícil sentimento de segurança? Não usamos todos uma excelente rede de telecomunicações e uma fantástica rede de infra-estruturas? Apesar de tudo, e de todos os cortes e afins, temos um conjunto de serviços públicos que vão funcionando. Podiam ser melhores! Claro que podiam, e deviam. Por muitas queixas que apresentemos, ainda temos um serviço nacional de saúde que vai aguentando. Podia funcionar melhor! Podia, e devia! Mas quem o critica tão abertamente é porque
não conhece outros similares que são muito piores, em países e economias bem mais bem desenvolvidas que Portugal. E muitos mais exemplos podíamos continuar por aqui a listar.
De uma vez por todas temos de deixar de lado esta mesquinhez e pequenez do assim-assim, e lutar, trabalhar, para termos uma vida melhor!
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