O cobre pode tornar-se o novo petróleo

O mundo pode mesmo “ficar sem cobre” face ao aumento da procura. O Bank of America chega mesmo a ponderar que os preços possam atingir cerca de 16 mil euros por tonelada até 2025.

Na terça-feira, o consultor de commodities do Bank of America, Michael Widmer, confessou em entrevista à CNBC que a sua equipa previa um grande défice nos stocks nos próximos dois anos”.

“Com os stocks da London Metal Exchange a chegar ao ponto de rutura, tudo indica que vamos assistir a uma corrida exponencial nos preços deste ativo”, sublinhou Widmer, comparando esta situação com a subida do valor do níquel em 2006/2007 em 300% devido a um problema de escassez semelhante.

O Bank of America estima que o cobre pode subir para cerca de 10 mil euros a tonelada, depois de na semana passada ter atingido o patamar dos 8 mil euros por tonelada, a primeira vez em dez anos.

Após um forte período de défice entre este ano e no próximo, os analistas do Bank of America acreditam que o mercado se vai conseguir voltar a um equilíbrio em 2023 e 2024 antes de avançar para uma rutura de stock em 2025.

“Se a nossa expectativa não se concretizar, o stock pode esgotar-se nos próximos três anos, dando origem a oscilações de preços ainda mais violentas que podem levar o cobre para o patamar dos 16 mil euros por tonelada.

Desde o início do ano o cobre contabiliza uma valorização de 25% nos mercados internacionais.

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