O número de empresas a pagar salários manteve-se estável durante as últimas duas semanas de abril (quebra de 0,8%) quando comparado com o valor registado com as últimas duas semanas de março, apesar de o número de trabalhadores a receber salários ter caído 2%, apurou o departamento de Análise Data Science do Novo Banco.
Em termos setoriais, o lazer foi o que registou as maiores quedas, de 6% no número de empresas a pagar salários e de 12% no número de trabalhadores a receber salários, refere o estudo com base no universo de empresas do banco que representam uma amostra relevante do mercado.
Também o setor dos operadores turísticos caiu 11% no número de salários. Surpreendente foi o número da restauração que teve apenas uma redução de 5%. Recorde-se que na última semana de abril o volume e faturação dos hotéis caiu em 96% e a restauração caiu 76% contra a primeira semana de março.
Por regiões em pagamentos de salários apenas uma única região surge com uma queda de dois dígitos: o Alentejo com 11%.
Há ainda que sublinhar as quedas das regiões com mais influência turística Algarve com um recuo de 6% e as Regiões Autónomas de 9%.
O estudo indica ainda, para o período em análise, uma quebra de 7% no valor total de salários pagos, comportamento em parte relacionado com trabalhadores em lay-off.
De registar ainda que a maior quebra de montante de salários pagos foi nas grandes empresas, ao contrário das micro e pequenas empresas que registaram uma queda residual (em 2% e 3%).
No período em análise, verificou ainda que os padrões de consumo de particulares estiveram estáveis em abril, mantendo as tendências desde o início do estado de emergência.









