Há uma nova consequência do Brexit a considerar: Londres perdeu o título de centro financeiro mais preeminente do mundo. Um estudo levado a cabo pela Duff & Phelps revela que 56% dos executivos do sector financeiro aponta para Nova Iorque como o melhor centro financeiro. Apenas 34% refere a capital britânica.
No ano passado, o Reino Unido reunia a preferência de 53% dos inquiridos e Nova Iorque somente 42%. Segundo a consultora norte-americana, a saída da União Europeia será mesmo a principal justificação para que a coroa mude de mãos. No entanto, o governo de Boris Johnson deverá lugar para que os efeitos do Brexit no sector financeiro não sejam significativos, tendo em conta que este mercado é responsável por 29 mil milhões (cerca de 34,4 mil milhões de libras) de receitas de impostos.
Segundo a Duff & Phelps, haverá, ainda assim, uma espécie de prémio de consolação para a capital britânica: apesar da falta de fé dos inquiridos em Londres, parece existir ainda menos confiança em Paris ou Frankfurt. As capitais europeias estão a perder terreno enquanto centros financeiros para destinos como Hong Kong, Singapura e Xangai.
Questionados sobre qual será o centro financeiro mais preeminente dentro de cinco anos, perto de um em cada 10 inquiridos indicou Xangai. Além disso, 18% consegue imaginar o continente asiático na linha da frente do sector financeiro em termos de legislação e regimes regulatórios.
O relatório da Duff & Phelps tem por base as respostas de stakeholders de um leque alargado de instituições financeiras a nível global.











