Um estudo quis perceber os efeitos de distribuir dinheiro incondicionalmente a pessoas pobres, tendo sido concedidos 922 euros por mês a 1.000 pessoas durante três anos. Agora, os resultados foram conhecidos.
O estudo foi realizado pela OpenResearch, um laboratório de pesquisa financiado pelo CEO da OpenAI, Sam Altman, a cidadãos americanos, e mostrou que a maior parte do dinheiro foi gasto em necessidades básicas, mas não resultou em melhorias significativas no bem-estar físico ou na saúde financeira a longo prazo.
Os investigadores descobriram que, apesar de as doações terem sido benéficas e não terem sido gastas em itens como drogas e álcool, elas não resolveram problemas profundos de desigualdade de rendimentos.
O estudo, descrito como o mais abrangente sobre “dinheiro incondicional”, indicou que o valor de 33.000 euros distribuído ao longo de três anos não foi suficiente para causar um impacto duradouro nas finanças dos destinatários.
Este envolveu 1.000 pessoas de 21 a 40 anos, provenientes de famílias com rendimentos anuais em torno de 28.000 euros, em 10 condados do Illinois e Texas, nos EUA. Um grupo de controlo, composto por 2.000 pessoas com características semelhantes, recebeu apenas 46 euros por mês.
Os benefícios variaram entre diferentes aspetos da vida dos participantes. Houve um aumento médio de 20 euros por mês em gastos para ajudar outros, como parentes e amigos. Além disso, os beneficiários procuraram mais cuidados de saúde e melhoraram a alimentação das suas famílias.
No entanto, o estudo também revelou que os beneficiários assumiram mais dívidas, principalmente para carros e hipotecas, o que reduziu o seu património líquido.
Os dados indicam que os beneficiários cortaram um pouco o trabalho, usando o dinheiro gratuito para preencher a lacuna. Para cada US$ 1 recebido, os ganhos dos participantes caíram em pelo menos 12 centavos e a renda familiar total diminuiu em 21 centavos. Isso sugere que as transferências incondicionais permitiram que os beneficiários tomassem decisões de emprego que melhor alinhavam com suas circunstâncias pessoais e objetivos de vida, mesmo que resultassem em menor remuneração.
O estudo traz novos dados para o debate sobre o rendimento básico universal. Grupos progressistas veem o rendimento básico como uma solução para combater a pobreza, enquanto os conservadores criticam esses programas como incentivos à preguiça.














