Polícia Judiciária investiga alegado sequestro da filha de atriz

Uma investigação da Polícia Judiciária (PJ) foi aberta após a receção de uma dica anónima à GNR da Lourinhã, indicando que Maria Custódia Amaral, filha da atriz Delfina Cruz, teria sido sequestrada.

Revista de Imprensa

Uma investigação da Polícia Judiciária (PJ) foi aberta após a receção de uma dica anónima à GNR da Lourinhã, indicando que Maria Custódia Amaral, filha da atriz Delfina Cruz, teria sido sequestrada. A Unidade Nacional de Contraterrorismo (UNCT), especializada em crimes graves, ficou responsável pelo inquérito, segundo informações do Correio da Manhã.

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Maria Custódia Amaral, de 54 anos, trabalha como agente imobiliária na empresa Remax Vantagem Real, nas Caldas da Rainha. O primeiro alerta sobre o seu desaparecimento foi dado pelo namorado, após a agente não comparecer a um compromisso profissional agendado para segunda-feira. Amigos indicaram que a última vez que Maria foi vista foi no domingo, na localidade de Paço, perto da sua residência em São Bartolomeu dos Galegos, Lourinhã.

Entre o final do dia de segunda-feira e a madrugada de terça-feira, o telemóvel da agente esteve desligado, e a sua presença nas redes sociais cessou. A GNR iniciou então procedimentos de rastreio, incluindo pedidos à operadora telefónica para localizar o aparelho, bem como recolha de depoimentos de familiares e amigos. Segundo os investigadores, Maria Custódia Amaral não tinha motivos pessoais, profissionais ou de saúde para desaparecer voluntariamente.

Pista que apontou para crime violento
O mistério adensou-se na quarta-feira, quando a GNR da Lourinhã recebeu um telefonema anónimo com a informação de que a agente imobiliária teria sido sequestrada. Face à possibilidade de um crime violento, a GNR contactou a PJ de Lisboa, que entregou o caso à UNCT. Entre os cenários analisados está a hipótese de sequestro para roubo.

Os inspetores da UNCT estão a tentar reconstituir os passos da agente imobiliária desde domingo, bem como os contactos que manteve nos dias anteriores ao desaparecimento, de forma a traçar o percurso completo e identificar possíveis suspeitos ou locais relevantes para a investigação.

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Testemunhos próximos da vítima
Em declarações ao Correio da Manhã, Rosa Vieira, amiga próxima de Maria Custódia Amaral, descreveu o estado de aflição vivido perante a falta de notícias da amiga. Recordou ainda os últimos planos conhecidos da agente: “Ela disse que queria vender a casa (situada em São Bartolomeu dos Galegos, Lourinhã) e comprar uma mais pequena para ir morar com os cães”, afirmou.

Até ao momento, a investigação concentra-se na análise de todas as movimentações e contactos recentes da vítima, no rastreio de comunicações digitais e no acompanhamento de potenciais testemunhas. A UNCT procura reunir elementos suficientes para esclarecer se o desaparecimento de Maria Custódia Amaral se trata de um crime com objetivo financeiro ou outra motivação, mantendo o sigilo sobre os detalhes para não comprometer as diligências.

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