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Mercados de ativos estão a ser completamente consumidos pelos receios de uma guerra entre a Rússia e a Ucrânia
Desde o PSI-20, a bolsa portuguesa, até a praças como a de Londres e Moscovo, os mercados foram corridos a uma maré vermelha generalizada, com a possibilidade da entrada das tropas russas em terreno ucraniano. No entanto, com o fim da sessão, as quedas diminuíram com alguns a fechar mesmo em terreno positivo.
Já os ativos seguros, como o dólar e o ouro, dispararam com o risco de guerra, e o barril do Brent segue neste momento a 94 dólares, muito perto dos 100 dólares.
Investidores e analistas por todo o mundo estão a tentar prever o que se vai passar a seguir, sendo que as tensões diplomáticas entre a Rússia, a União Europeia e os EUA parecem estar agitadas com a mais recente decisão de Vladimir Putin.
“Uma guerra russa contra a Ucrânia seria uma tragédia em termos humanos e sem dúvida a pior ameaça à segurança global desde a Crise dos Mísseis de Cuba de 1962%, segundo Holger Schmieding, economista-chefe do Berenberg, numa nota aos investidores a que o ‘Fortune’ teve acesso.
O índice Stoxx Europe 600 acabou por encerrar a sessão em alta ligeira, recuperando as quedas acentuadas do início da sessão, com o setor da energia a ser o que mais contribuiu para essa subida.
Nos EUA, o Dow Jones e o S&P 500 seguem com quedas de quase 1%.
Apesar de uma abertura onde registou perdas de mais de 7% na abertura, o índice MOEX de Moscovo segue agora em alta. Na segunda-feira, a descida do índice foi a mais acentuada desde 2014.
Nem a Bitcoin se escapou à maré vermelha, que desde sexta-feira já recuou 8%.