A elevada carga fiscal sobre o trabalho faz com que Portugal não seja um país atratitivo para se trabalhar, e afasta os jovens do mercado do trabalho nacional, reduzindo a nossa competitividade.
Em entrevista à ‘Renascença’, o fiscalista Tiago Caiado Guerreiro diz que “em Portugal paga-se demais para trabalhar”, e sublinha que os partidos não baixam os impostos porque assim têm uma ferramenta na mão para poderem “comprar votos”.
O também vice-presidente da Associação Portuguesa de Proprietários diz ainda que a não redução de impostos por parte do Governo não está relacionada com a falta de receita pois, com a inflação, esta aumentou e os escalões não foram atualizados.
Defende ainda que há margem para reduzir a tributação sobre o trabalho e sobre as empresas.
As declarações de Tiago Caiado surgem Eem antecipação a um debate parlamentar sobre os impostos, agendado pelo PSD para esta quarta-feira, em que o principal partido da oposição propõe uma forte redução do IRS para jovens até aos 35 anos, sendo que o objetivo é que não tenham de entregar ao Estado mais do que 15% do seu salário, ou ainda uma proposta de isenção de impostos para prémios de produtividade aos trabalhadores.





