Eric Schmidt, ex-CEO da Google entre 2001 e 2011, deixou o alerta esta terça-feira: quando a Inteligência Artificial tiver a capacidade de se auto-aperfeiçoar, “será o momento de pensar em desligá-la”. E se as máquinas atingirem este nível de inteligência poderão evitar a desconexão, por isso “é melhor que tenhamos alguém com a mão na tomada”.
De acordo com a publicação espanhola ‘El Economista’, a receção da IA tem sido enorme e, ainda que estejamos apenas na ponta do icebergue, está cada vez mais premente nas nossas vidas. Esse crescimento tem motivado diversos especialistas na área que têm denunciado que esta tecnologia é ao mesmo tempo perigosa e incrível, pelo que todos devem estar conscientes dos riscos que pode representar.
Muitas das denúncias chegaram de pessoas que ajudaram a promover a IA até aos níveis de habilidade de inteligência que tem atualmente: é o caso do ‘padrinho’ da IA, também ex-Google e recente vencedor do Prémio Nobel da Física em 2024, Geoffrey E. Hinton, que alertou que “há um risco real de que a IA tente dominar-nos”.
Eric Schmidt salientou, como outros especialistas, que em apenas entre 2 e 4 anos os computadores serão capazes de tomar as suas próprias decisões e que as consequências disso não devem ser ignoradas – questionado sobre o que faria se tivesse controlo total sobre o desenvolvimento da IA, a primeira coisa seria que o Ocidente tivesse o financiamento, o hardware e a mão de obra necessária para controlar esta tecnologia.
O ex-Google garantiu que “os humanos não serão capazes de monitorizar a IA. Mas os sistemas de IA deveriam ser capazes de monitorizar a IR”, propondo a criação de uma espécie de polícia de IA programada para controlar e garantir que as máquinas não se tornem uma ameaça.














