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Confiança dos consumidores portugueses aumentou em abril, com otimismo face à recuperação económica do país
Dados divulgados esta quinta-feira, 28 de abril, pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), mostram que o indicador de confiança dos consumidores subiu ligeiramente em abril, face à queda abrupta registada no mês anterior, em plena guerra na Ucrânia. Os números mostram que os portugueses estão mais otimistas relativamente à evolução da situação económica em Portugal, bem como ao seu poder de compra e à saúde financeira das suas famílias.
Em sentido contrário, o relatório do INE dá conta de que “o saldo das expectativas relativas à evolução futura da dos preços diminui em abril”, depois de em março ter atingido o valor mais alto da série.
Também se observou um aumento no índice de confiança da Indústria Transformadora, impulsionado pelo contributo positivo das opiniões relativamente à procura global, às apreciações de stocks de produtos acabados e às perspetivas de produção, sendo que este último fator teve uma maior preponderância na subida observada.
“As opiniões relativas à procura interna, considerando as empresas com produção orientada para o mercado interno, recuperaram em abril, depois de se terem deteriorado entre janeiro e março”, avança hoje o INE em comunicado, acrescentando que também sobre o mercado externo as perspetivas melhoraram em abril.
A tendência de melhoria, contudo, não se verifica ao nível do segmento da Construção e Obras Públicas, tendo sido registada uma diminuição no indicador de confiança, interrompendo a trajetória de crescimento que tinha vindo a ser registada desde maio de 2020. Esta queda foi provocada, em grade parte, por projeções negativas face à carteira de encomendas e perspetivas de emprego. O relatório detalha que “O indicador de confiança diminuiu nas divisões de Promoção Imobiliária e Construção de Edifícios, e de Engenharia Civil, de forma mais expressiva no último caso, tendo aumentado na divisão de Atividades Especializadas de Construção”.
Quanto ao Comércio, também os indicadores mostram uma maior confiança face a março passado, estimulada pelas perspetivas positivas sobre volumes de vendas e de stocks. Nos Serviços observou-se comportamento semelhante, com o indicador a subir motivado por perspetivas positivas sobre as carteiras de encomendas e a atividade das empresas.