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Confiança dos consumidores aumenta “ligeiramente” em junho. Portugueses ainda estão de “pé atrás” face à evolução económica
O indicador de confiança dos Consumidores cresceu ligeiramente em junho, depois dos aumentos significativos observados nos três meses anteriores, registando o valor máximo desde fevereiro de 2020, revelam hoje os dados do Instituto Nacional de Estatística (INE).
Também o indicador de clima económico aumentou entre março e junho, de forma moderada no último mês, superando nos últimos dois meses o nível observado no início da pandemia (março de 2020).
Em junho, os indicadores de confiança aumentaram na Indústria Transformadora, no Comércio e nos Serviços, tendo no último caso atingido pela primeira vez um nível que supera o observado em março de 2020. Em sentido contrário, o indicador de confiança diminuiu na Construção e Obras Públicas, após ter atingido em maio o máximo desde janeiro de 2020
O indicador de confiança dos consumidores aumentou de forma ligeira em junho, após ter aumentado significativamente entre março e maio, registando o valor máximo desde o último inquérito não afetado pela pandemia realizado em fevereiro de 2020.

A evolução do último mês resultou sobretudo do contributo positivo das expectativas relativas à evolução passada da situação financeira do agregado familiar, tendo as perspetivas sobre a evolução futura da realização de compras importantes também contribuído positivamente.
“Em sentido contrário, as expectativas relativas à evolução futura da situação financeira do agregado familiar e da situação económica do país contribuíram negativamente, de forma muito ténue no último caso”, como explica o INE.
O saldo das expectativas relativas à evolução futura da situação económica do país diminuiu ligeiramente em junho, após os aumentos expressivos registados entre março e maio, aproximando-se nos últimos dois meses dos valores registados no início de 2020, antes da pandemia.
O saldo das perspetivas relativas à evolução futura da situação financeira do agregado familiar diminuiu em junho, depois dos aumentos observados nos últimos quatro meses.