“A circulação automóvel na Baixa de Lisboa será só para residentes e carros elétricos”, indicou esta sexta-feira Filipe Anacoreta Correia, vice-presidente da Câmara Municipal de Lisboa com o pelouro da Mobilidade: o responsável indicou que a capital vai ter alterações substanciais no centro da cidade para se cumprirem as exigências ambientais – a Zona de Emissões Reduzidas vai ser alargada para “incluir a zona ribeirinha histórica”.
No entanto, segundo o responsável, em entrevista ao jornal ‘Público’, “os modelos de cidade onde nós temos estudado e temos avaliado na Europa indicam-nos que medidas de ruptura em determinados territórios que tenham alguma dimensão acabam por fomentar aquilo que se chama as ‘Disneylândias’, que são territórios que não são habitados, que são sobretudo turísticos e, portanto, nós não achamos que esse seja o modelo ideal”.
“Em toda a Europa, estas medidas de condicionamento do trânsito ou de alteração de fiscalização dos carros mais antigos, que são os mais poluentes, em determinadas zonas da cidade, foram-no através de câmaras. Na cidade de Lisboa, não foi dado nenhum passo para que isso fosse possível”, referiu o autarca.














