A Autoridade Marítima Nacional mantém até este domingo o alerta para forte agitação marítima em Portugal, consequência da passagem do ciclone pós-tropical Erin. O fenómeno provocou estragos em diversas zonas costeiras, desde o Norte ao Sul do país, afetando infraestruturas, praias e esplanadas.
No Norte, as previsões meteorológicas indicam chuva e temperaturas que dificilmente ultrapassarão os 30 graus até ao fim do alerta. Na praia de Moledo, em Caminha, a força das ondas deixou à mostra geocilindros que tinham sido instalados há uma década para proteger as dunas.
Os meteorologistas explicam que a agitação marítima, combinada com as chuvas previstas para esta região e o Centro do país, poderá continuar a causar impactos locais nas zonas costeiras, mesmo após o término do alerta.
No Sul, em Faro, a situação foi igualmente grave. As ondas avançaram pelo areal e destruíram os passadiços da praia, atingindo ainda algumas esplanadas de concessionários. Estes danos sublinham a intensidade do fenómeno, que levou a Autoridade Marítima a reforçar os alertas para toda a costa.
Durante este período, as autoridades alertaram para a necessidade de evitar a aproximação a zonas costeiras, especialmente praias e passadiços, bem como para a circulação marítima condicionada.
Poucas regiões do país arriscam ver os termómetros ultrapassarem os 30 graus, mantendo-se temperaturas amenas até ao final do domingo, em especial no Norte e Centro. Os especialistas sublinham que este padrão meteorológico é consequência direta do ciclone pós-tropical Erin, cujo impacto continua a ser monitorizado.














