O presidente executivo (CEO) da NOS considerou hoje que não há um problema estrutural no segmento de cinemas e que a empresa está confortável em ter este negócio no seu portfólio.
“Estamos muito confortáveis com o estado atual dos cinemas”, afirmou Miguel Almeida, quando questionado sobre o tema na conferência de imprensa de resultados anuais que decorreu na sede, em Lisboa.
“Por exemplo, em dezembro, abrimos um complexo em Portimão”, recordou o gestor, apontando que a saída dos cinemas NOS de Alvaláxia, em Lisboa, foi uma decisão do proprietário do espaço.
Miguel Almeida considerou que ter o segmento de cinemas no grupo dá uma exposição junto da produção audiovisual, mas também permite a possibilidade de “ter um contacto físico com os clientes”, além de levar a marca NOS.
“Ir ao cinema é uma experiência social”, referiu, salientando que a queda nas receitas do cinema deve-se à falta de grandes ‘blockbusters’.
No ano passado, as receitas de cinema e audiovisuais “foram impactadas pelo recuo verificado no terceiro e quarto trimestres no ano”.
No terceiro trimestre registaram “uma quebra de 20,9% e no último trimestre do ano de 8,3%”.
No conjunto do ano, “e em virtude de um primeiro semestre com sucessos de bilheteira, como Lilo & Stitch, Minecraft ou Missão Impossível, a receita acumulada recuou 2,6% face a 2024 para 99,6 milhões de euros”.
O lucro da NOS recuou 9,6% no ano passado, face a 2024, para 245,9 milhões de euros, devido ao menor volume de resultados não recorrentes em 2025.




