No caminho da simplificação e digitalização

Opinião de Ricardo Florêncio, CEO do Multipublicações Media Group

Executive Digest

Portugal pode ter uma palavra a dizer ao Mundo, nas energias renováveis, na Inovação, na Tecnologia, na Educação, na Saúde, no Turismo, nos temas do Mar, e em muitos outros sectores de actividade. Somos bons! Porque não Extraordinários?

Comecemos pelo princípio, ou pelo fim, conforme a perspectiva. Por nós, portugueses. Porque não somos extraordinários? Talvez falte ambição, arrojo, risco e que deixemos de pensar que somos pequenos. De pensar pequeno. Talvez nos falte a alegria e o gosto de partilhar e enaltecer o sucesso.

Vejamos o Estado. Os seus organismos e instituições devem definir regras e fiscalizar. Mas também deve ser um impulsionador, um dinamizador e não um entrave. O conjunto de burocracias, processos e procedimentos que têm de ser ultrapassados – muitos deles até se sobrepõem! –, assim como prazos surreais, podem levar à perda de oportunidade do investimento. E aqui, sim, é decisivo todo o trabalho de simplificação de processos e procedimentos, assim como de digitalização, que está a ser conduzido pelo actual Executivo.

Mas, não se coloque este ónus apenas sobre o Estado. As empresas também têm de mudar. Têm de criar, inovar, renovar. E, para serem mais competitivas, têm de ganhar escala. O nosso tecido empresarial não se pode basear em PME, micro ou nano empresas. Precisamos de empresas com estofo, capacidade e dimensão para ombrear com as suas concorrentes internacionais.

Para além de exportar, têm de se internacionalizar. E que não se venha com a habitual retórica de que somos pequenos, já que na Europa, em população e área, somos maiores do que uma Dinamarca, Áustria ou Irlanda.

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Para além do Estado e das empresas, nós, enquanto cidadãos, também temos um papel decisivo. Pois só com todos podemos ser um País extraordinário! Um País que cresça mais, e mais depressa, mais competitivo, com maiores índices de produtividade e uma maior criação de riqueza.

Editorial publicado na revista Executive Digest nº 241 de Abril de 2026

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