NASA descobre asteroide e alerta para risco de que possa atingir a Terra em 2046

Como a descoberta é recente, serão necessárias várias semanas para recolher dados que permitam reduzir as incertezas e prever com precisão a sua órbita no futuro.

Beatriz Maio

O asteroide, conhecido como 2023 DW, pode potencialmente atingir a Terra no dia 14 de fevereiro de 2046, anunciou a NASA, que tem estado a monitorizar os seus movimentos. Como a descoberta é recente, serão necessárias várias semanas para recolher dados que permitam reduzir as incertezas e prever com precisão a sua órbita futura.

A agência espacial vai continuar a seguir o 2023 DW e a atualizar as suas previsões à medida que forem ficando disponíveis. De momento, sabe-se que o asteroide tem um diâmetro médio de 49 metros e está a 0,12 unidades astronómicas (AU) ou cerca de 11 mil milhões de milhas de distância da Terra, sendo que uma unidade astronómica representa, aproximadamente, a distância média entre a Terra e o Sol.



No entanto, a NASA confirmou que mesmo que atinja a Terra, é pouco provável que cause uma catástrofe global. De referir que um asteroide de tamanho semelhante, de cerca de 50 a 60 metros de diâmetro, explodiu na Sibéria Oriental em 1908, provocou uma explosão de 12 megatoneladas que aplanou cerca de 80 milhões de árvores numa área de 2.150 km2 e o seu impacto não causou nenhuma morte.

Em contraste, acredita-se que o asteroide responsável pela extinção dos dinossauros tinha entre 10 e 15 quilómetros de largura. Assim, de forma a preparar qualquer potencial impacto, a NASA despenhou a sua nave espacial Double Asteroid Redirection Test (DART) em setembro de 2022.

A sua missão será testar um método de defesa planetária contra objetos próximos da Terra (NEOs) e avaliar até que ponto o impacto de uma nave espacial é capaz de desviar um asteroide através da sua transferência de impulso se o atingir de frente.

Uma simulação ao vivo do percurso previsto do 2023 DW está a ser transmitida no website Eyes On Asteroids da NASA, permitindo seguir os seus movimentos. A agência espacial vai continuar a acompanhá-lo de perto e a atualizar as suas previsões.

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