Mortes, sequelas e morbilidades. Conhece a gravidade de uma pneumonia?

A vacinação antipneumocócica está recomendada pela Direção Geral da Saúde a todos os adultos pertencentes aos grupos de risco.

Sónia Bexiga

A pneumonia mata uma média de 16 pessoas por dia, uma pessoa a cada 90 minutos. Em 2018, foi responsável 43,4% das mortes por doenças do aparelho respiratório, 5,1% do total de óbitos no nosso país, segundo mostram os dados do Instituto Nacional de Estatística.

Mas a maioria dos óbitos poderia ter sido evitada através de imunização. A garantia é dada hoje, Dia Mundial da Pneumonia, assinalado pelo MOVA – Movimento Doentes Pela Vacinação que vem reforçar que a vacinação deve ser uma prioridade em todas as fases da vida.



A vacinação antipneumocócica está recomendada pela Direção Geral da Saúde a todos os adultos pertencentes aos grupos de risco – idosos, pessoas com doenças crónicas como diabetes, asma, DPOC, outras doenças respiratórias crónicas, doença cardíaca, doença hepática crónica, doentes oncológicos, portadores de VIH e doentes renais.

A vacina é gratuita para as crianças e alguns segmentos de adultos, para quem já se encontra em PNV, e é comparticipada pelo estado em 37% para a restante população. A sua eficácia está comprovada em todas as faixas etárias, incluindo na prevenção das formas mais graves da doença.

O movimento lembra ainda que a pneumonia pode deixar sequelas irreversíveis ou mesmo levar à morte, sobretudo entre os grupos de risco.

“Nunca, como no atual contexto, foi tão importante apostar em prevenção, um ato com ganhos quantitativos e qualitativos, transversais à sociedade. Para além da proteção individual que, no limite, reduz significativamente o número de mortes, optar pela vacinação é também investir em saúde pública, prevenir internamentos e assim contribuir para a diminuição do recurso aos serviços de saúde, nesta fase, sobrecarregados”, sublinha, em comunicado.

A pneumonia pode deixar sequelas permanentes, que reduzem drasticamente a qualidade de vida de quem a contraiu. Bronquiectasias (deformação dos brônquios) e compromisso da função pulmonar são apenas dois exemplos, tal como a permanência de tosse, expetoração ou falta de ar. Podemos evitar grande parte das pneumonias e respetivas sequelas através de vacinação.

Nunca, como hoje, se falou tanto de prevenção. Grupos de risco como pessoas a partir dos 65 anos e quem, independentemente da sua idade, sofre de doenças crónicas, devem estar particularmente protegidos. Em plena pandemia, não temos, ainda, vacina contra a Covid-19 mas, felizmente a imunização já é uma realidade na prevenção de outras doenças graves e potencialmente fatais.

Neste data especial, a fundadora do MOVA, Isabel Saraiva sublinha ainda que “a população sabe o que é a pneumonia mas desconhece os riscos que corre ao contraí-la. Falar de pneumonia é falar de mortes, de morbilidades e de sequelas graves. Podemos preveni-las, basta que nos vacinemos”.

“Qualquer investimento que façamos em prevenção é preferível aos custos da cura”, conclui.

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