O Instituto Nacional de Meteorologia (Inam) moçambicano colocou hoje todas as províncias do país, com exceção de Tete, sob alerta vermelho devido à possibilidade de chuvas moderadas a fortes e trovoadas até domingo.
Segundo um aviso meteorológico emitido pelo Inam, as províncias que deverão ser afetadas pelo mau tempo vão registar uma precipitação de entre 30 e 50 milímetros em 24 horas, e localmente muito fortes, podendo atingir mais de 75 milímetros em 24 horas, acompanhadas de trovoadas e rajadas de vento em vários distritos.
No sul, concretamente na província de Maputo, o aviso aponta para precipitação nos distritos de Moamba, Magude, Manhiça, Marracuene e cidades de Maputo e Matola, enquanto na província de Gaza o mau tempo vai afetar os distritos de Chókwè, Chongoene, Bilene, Limpopo, Mandlakazi, Chibuto, Chicuacuala, Mapai, Massangena, Mabalane, Massingir, Guijá, Chigubo e cidade de Xai-Xai.
Para a província de Inhambane, o fenómeno vai afetar os distritos de Zavala, Inharrime, Jangamo, Homoíne, Morrumbene, Panda, Funhalouro, Massinga, Govuro, Vilankulo, Mabote e cidades de Inhambane e Maxixe.
No centro do país, em Manica, espera-se chuvas nos distritos de Mossurize, Machaze, Macosa, Sussundenga, Vanduzi e cidade de Chimoio, enquanto na província de Sofala, prevê-se precipitação nos distritos de Chibabava, Dondo, Gorongosa, Machango, Marromeu, Muanza, Búzi, Nhamatanda, cidade da Beira, Caia, Chemba e Cheringoma.
Na província da Zambézia, o aviso das autoridades moçambicanas prevê chuva nos distritos de Nicoadala, Inhassuge, Mopeia, Namacurra, Gurué, Namarrói, Ile, Maganja da Costa, Pebane, Luabo, Lugela, Alto Molócuè, Gilé, Muluvela, Chinde, Mocubela, Derre e cidade de Quelimane.
O Inam prevê chuvas em todos os distritos das três províncias do norte, nomeadamente Nampula, Cabo Delgado e Niassa.
De acordo com o Inam, o alerta mantém-se até ao final do dia de domingo, sendo recomendada a adoção de medidas de precaução e segurança face à possibilidade de chuvas fortes e trovoadas em diferentes pontos do país.
O número de mortos na atual época das chuvas em Moçambique subiu para 276, com 868 mil pessoas afetadas, desde outubro, segundo nova atualização feita hoje pelo Instituto Nacional de Gestão e Redução do Risco de Desastres (INGD).
De acordo com informação da base de dados do INGD consultada pela Lusa, ao início da tarde contabilizam-se mais cinco mortos em poucas horas, acrescentando que foram afetadas 868 mil pessoas na presente época das chuvas – que se prolonga ainda até abril -, correspondente a 200.526 famílias, havendo também 10 desaparecidos e 340 feridos.
Só as cheias de janeiro provocaram, pelo menos, 43 mortos, 147 feridos e nove desaparecidos, afetando globalmente 715.721 pessoas. Já a passagem do ciclone Gezani em Inhambane, em 13 e 14 de fevereiro, causou mais quatro mortos e afetou 9.040 pessoas, segundo os dados atualizados do INGD.
Um total de 15.787 casas ficaram parcialmente destruídas, 6.203 totalmente destruídas e 182.397 inundadas, na presente época chuvosa. Ao todo, 303 unidades de saúde, 83 locais de culto e 720 escolas foram afetadas em cinco meses e meio.
Os dados do INGD indicam ainda que 267.205 hectares de áreas agrícolas foram perdidos, afetando 339.973 agricultores, e 530.998 animais morreram, entre bovinos, caprinos e aves.
Foram ainda afetados nesta época das chuvas 7.612 quilómetros de estradas, 41 pontes e 259 aquedutos.
Desde outubro, o instituto de gestão de desastres moçambicano ativou 152 centros de acomodação, que chegaram a albergar 114.334 pessoas, dos quais 22 ainda estão ativos (mais três na última semana), com pelo menos 6.467 pessoas, além do registo de 6.931 pessoas que tiveram de ser resgatadas.



