Militares da GNR com sintomas de Covid-19 forçados a trabalhar

A denúncia é de César Nogueira, presidente da Associação de Profissionais da Guarda. «Tem acontecido alguns casos que nos têm denunciado. Ligam para a Linha SNS24, dão-lhes indicações para ficar em isolamento. Um período de quarentena até fazerem o teste ou, pelo menos, se tiver sintomas para isso», disse em declarações à “Antena 1”.

Mas não é isso que acontece. A entidade patronal, assume César Nogueira, «manda-os trabalhar».

A partir da meia-noite vai para a estrada uma operação policial reforçar, até à meia-noite de 13 de Abril, para fazer cumprir as restrições do Estado de Emergência. «Apesar de haver já cerca de 26/40 profissionais da GNR infectados e de quarentena, há um grupo bastante significativo de profissionais que tem estado mais resguardado», garante César Nogueira.

O novo coronavírus, responsável pela pandemia da Covid-19, já infectou cerca de 1,4 milhões de pessoas em todo o mundo, das quais morreram mais de 80 mil. Dos casos de infecção, cerca de 260 mil são considerados curados.

Depois de surgir na China, em Dezembro, o surto espalhou-se por todo o mundo, o que levou a Organização Mundial da Saúde a declarar uma situação de pandemia.

Em Portugal, segundo o balanço feito ontem pela Direção-Geral da Saúde, registaram-se 345 mortes e 12.442 casos de infecções confirmadas. Dos infectados, 1.180 estão internados, 271 dos quais em unidades de cuidados intensivos, e há 184 doentes que já recuperaram.

Portugal, onde os primeiros casos confirmados foram registados no dia 2 de Março, encontra-se em estado de emergência desde a meia-noite de 19 de Março e até ao final do dia 17 de Abril, depois do prolongamento aprovado na passada quinta-feira na Assembleia da República.

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