A Microsoft anunciou a sua intenção de ser uma empresa negativa em termos de carbono, positiva em termos de água, com zero resíduos e que protege os ecossistemas onde opera, até 2030.
Este anúncio parte de uma atualização do seu Relatório de Sustentabilidade, que acresce, para além das medidas implementadas que permitiram uma redução na ordem dos 22,7% das emissões de carbono, um conjunto de iniciativas com destaque para a Carbon Call e para o primeiro acordo de compra de energia de fusão com a Helion.
Neste sentido, o compromisso da Microsoft passa por garantir que 100% da energia é gerada por fontes carbono zero. Assim, em 2022 foram contratadas 1.443.981 toneladas métricas de remoção de carbono e foram assinados novos contratos de aquisição de energia (CAE) em todo o mundo que permitiram aumentar o total de energia sem carbono para mais de 13,5 GW.
Aliadas aos mais de 135 projetos em 16 países, estas medida traduzem-se numa redução acima dos 22% das emissões de carbono da empresa.
A tecnológica tem também reduzido o consumo de água em todas as suas operações globais, reabastecendo mais água do que aquela que utiliza e, no que toca aos resíduos, em 2022 a tecnológica desviou mais de 12.000 toneladas métricas de resíduos sólidos de aterros e incineradores.
Destacam ainda que os seus Data Centers distribuídos por inúmeras regiões receberam certificações Zero Waste, bem como, o campus de Redmond que recebe esta distinção há seis anos consecutivos.
A Microsoft, a ClimateWorks Foundation e mais de 20 organizações líderes lançaram uma nova e iniciativa chamada Carbon Call, que atualmente tem mais de 70 membros com um roteiro publicado para uma contagem de carbono mais fiável e interoperável.
Além desta iniciativa global, atribuiu mais de 600 milhões de dólares do Fundo de Inovação Climática a mais de 50 investimentos, incluindo soluções sustentáveis em sistemas energéticos, industriais e naturais e anunciou a expansão do AI for Good Lab para o Egipto e Quénia, com o objetivo de criar uma equipa de cientistas que irá trabalhar para melhorar a resiliência climática deste continente.
Com o horizonte em 2030, a tecnológica definiu três áreas-chave para investir que permitirão criar soluções de sustentabilidade necessárias para enfrentar a crise climática: avançar com soluções de IA para um maior impacto climático, acelerar o desenvolvimento de mercados de sustentabilidade e a criação de ferramentas que promovam a medição e o cumprimento das metas em relação às emissões.
Primeiro acordo de compra de energia de fusão do mundo
A Microsoft irá receber eletricidade da primeira central elétrica de fusão comercial do mundo, propriedade e operada pela Helion. Prevê-se que a central esteja em funcionamento até 2028 e terá como objetivo a produção de energia de 50 MW ou superior após um período de arranque de um ano.
“Estamos otimistas quanto ao facto de a energia de fusão poder ser uma tecnologia importante para ajudar o mundo na transição para as energias limpas”, afirmou Brad Smith, Vice-Presidente e Presidente da Microsoft.









