Este ano, os portugueses deverão comprar 230 mil veículos novos, o que corresponde a um aumento de 0,7% face a 2018. Apesar de se tratar de um crescimento residual, é uma previsão mais positiva do que aquela apresentada pelo Obvervador Cetelem para o mercado europeu: antecipa-se uma quebra de 2,5% no conjunto do continente.
Olhando para 2018, Portugal foi o país com o sexto maior crescimento numa lista de 13 países europeus, tendo sido ultrapassado apenas pela Hungria, Polónia, Holanda, Espanha e França. A média de crescimento no total dos países analisados foi de 2,2%, ao passo que Portugal cresceu 2,8% em relação a 2017: foram vendidos 228 mil veículos particulares novos.
«O mercado europeu atingiu em 2018 valores similares ao contexto pré-crise de 2008, com cerca de 16 milhões de veículos novos vendidos a particulares. A recessão nas vendas de veículos a privados parece atingir países com grande tradição no sector, como o Reino Unido ou Itália», comenta Pedro Nuno Ferreira, director Automóvel do Cetelem.
O mesmo responsável adianta ainda que as estratégias globais que visam diminuir a importância do diesel e potenciar os veículos eléctricos estão a resultar apenas em parte. Os veículos movidos a gasolina aumentaram nos últimos anos e não se prevê que abrandem a curto prazo. Além disso, os híbridos e eléctricos não ultrapassam, para já, os 6% e não deverão ir além dos 10% em 2020.





