Mau tempo: Retomada circulação ferroviária na Linha do Sul

A circulação ferroviária na Linha do Sul foi retomada entre Luzianes e Amoreiras, (concelho de Odemira, distrito de Beja) depois de ter sido suspensa devido às condições meteorológicas, segundo informação da CP — Comboios de Portugal pelas 08:00.

Executive Digest com Lusa
Fevereiro 13, 2026
9:12

A circulação ferroviária na Linha do Sul foi retomada entre Luzianes e Amoreiras, (concelho de Odemira, distrito de Beja) depois de ter sido suspensa devido às condições meteorológicas, segundo informação da CP — Comboios de Portugal pelas 08:00.

Num balanço anterior, com o ponto de situação às 23:30 de quinta-feira, a CP informou que os comboios de longo curso na Linha ferroviária do Norte entre o Porto e Lisboa foram suspensos por razões de segurança devido ao agravamento do estado do tempo e sem previsão de retoma.

Mais cedo, pelas 20:00, a CP tinha informado que previa retomar parcialmente hoje oito comboios de longo curso, quatro por sentido, entre Porto e Lisboa, com recurso a material circulante diferente do habitual e a transbordo rodoviário entre Coimbra B e Pombal.

“Apenas se realizam os serviços Regionais entre Entroncamento e Soure, Coimbra-Aveiro-Porto e entre Tomar e Lisboa”, segundo a transportadora.

Por causa do mau tempo, a circulação ferroviária continua suspensa na Linha do Alentejo, entre Pegões e Bombel, na Linha do Douro, entre Régua e Pocinho, Linha do Oeste e Urbanos de Coimbra.

A circulação na Linha da Beira Baixa continua suspensa, realizando-se apenas os comboios regionais entre Castelo Branco e Guarda e entre Entroncamento e Abrantes;

Na Linha de Cascais, os comboios circulam com alterações nos horários.

A CP continua a prever para hoje a realização do Comboio Internacional Celta, podendo “ser usado material circulante diferente do habitual e sendo que o percurso Valença – Vigo – Valença será feito com recurso a transbordo rodoviário”.

A Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) advertiu na quinta-feira para um agravamento das condições meteorológicas, que pode ter um impacto significativo na região da Grande Lisboa e na Península de Setúbal.

Dezasseis pessoas morreram em Portugal continental na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.

A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias são as principais consequências materiais do temporal.

As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas.

O Governo prolongou a situação de calamidade até dia 15 para 68 concelhos e anunciou medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.

DD //

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