O ministro da Defesa, Nuno Melo, acusou hoje o presidente do Chega, André Ventura, de ter sido “indigno” com as Forças Armadas durante o debate quinzenal no parlamento ao desrespeitar o seu esforço e menorizar o seu sacrifício.
“Aquilo que ontem [quinta-feira] aconteceu num debate da Assembleia da República em relação ao líder de um partido, que se diz líder da oposição, foi em relação às Forças Armadas uma indignidade”, disse o também presidente do CDS-PP à margem da assinatura do contrato para venda de quatro navios da Marinha Portuguesa à República Dominicana, no Porto.
Segundo o governante, André Ventura “insultou” as Forças Armadas ao desrespeitar o seu esforço e menorizar o seu sacrifício porque as Forças Armadas estão, desde o primeiro dia, a auxiliar as pessoas com tudo aquilo que lhes foi pedido.
“Eu considero que as Forças Armadas Portuguesas foram absolutamente extraordinárias e são credoras do agradecimento do povo português”, frisou.
Durante o debate quinzenal, André Ventura questionou o chefe do executivo sobre o ‘timing’ do empenhamento de militares no terreno para auxiliar as populações, realçando que estavam prontos a atuar mas que tal não aconteceu mais cedo por “incompetência do Governo”.
Montenegro respondeu que o líder do Chega demonstrou “falta de seriedade” e referiu que, desde o início das intempéries, já ocorreram 48 mil empenhamentos. Este número corresponde ao valor acumulado de militares no terreno desde 28 de fevereiro, e não ao número exato de militares que estiveram a apoiar a população.
Para Nuno Melo, as Forças Armadas mostraram, a propósito da desgraça que aconteceu em Portugal, como são importantes, relevantes, essenciais e insubstituíveis em tempos de paz muito mais, até ou também, do que em tempos de guerra.
“As Forças Armadas empenharam o maior esforço que se viu em muitos anos ao serviço e no auxílio às populações necessitadas numa longa área afetada”, insistiu.
O ministro da Defesa lembrou que pelas Forças Armadas passaram a garantia da distribuição de bens essenciais de primeira necessidade, o restabelecimento de energia elétrica e de comunicações e o auxílio a populações isoladas.
“Os três ramos das Forças Armadas tiveram militares em cima de telhados a instalarem coberturas e a repararem infraestruturas”, destacou.
Em média, têm estado no terreno cerca de 2.000 a 3.000 militares por dia.






