Vinte e dois milhões de euros é o valor preliminar dos prejuízos no concelho de Castelo Branco na sequência do mau tempo, disse hoje o presidente do município.
Na sessão pública do executivo realizada hoje, Leopoldo Rodrigues (PS) informou os vereadores da oposição que os primeiros dados preliminares dos prejuízos causados pela passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta ascendem aos 21,7 milhões de euros.
O autarca sublinhou ainda que, assim que tiver os resultados definitivos em mão, estes serão tornados públicos.
Os vereadores da Iniciativa Liberal (IL) e do PSD/CDS-PP foram unânimes em manifestar apoio ao executivo socialista e realçaram o trabalho que tem sido feito no terreno por todas as entidades envolvidas no sentido de mitigar os impactos do mau tempo que afetou a região.
Neste âmbito, o vereador da IL, José Henriques, propôs a criação de um fundo de emergência municipal para futuramente fazer face aos prejuízos causados por intempéries e outros desastres naturais que afetem o concelho de Castelo Branco.
“Porque não afetar um milhão de euros para utilização [por ano], verbas que poderiam ser utilizadas em situações de catástrofes”, questionou.
A esta proposta, Leopoldo Rodrigues explicou que sempre que for necessário a Câmara Municipal irá afetar verbas do seu orçamento para responder a este tipo de desastres naturais e salientou também que os sucessivos governos têm respondido sempre com a disponibilização de verbas para fazer face aos prejuízos.
“Recordo também que no último mandato fizemos um plano [municipal] de ação climática para responder às alterações climáticas. Não me parece que deixar um milhão de euros por ano à parte seja uma forma expedita de gerir um orçamento”, vincou.
Por seu turno, o vereador do PSD/CDS-PP Jorge Pio questionou Leopoldo Rodrigues sobre os valores da poupança que resultam do cancelamento da esmagadora maioria dos eventos previstos para 2026 e os seus impactos.
O presidente do executivo explicou que o valor plasmado no anterior orçamento para a realização de eventos foi de dois milhões de euros, resposta que não agradou a Jorge Pio.
“No ano passado, os custos com eventos foram dois milhões de euros. Então não tem ideia de quanto se vai poupar? Temos uma medida [cancelamento de eventos] que, na generalidade, concordamos. Gera poupança. Mas qual é o valor que resulta da suspensão desses eventos?”, insistiu o vereador do PSD/CDS-PP.
Leopoldo Rodrigues explicou que a Câmara Municipal não está a poupar e que vai alocar essa verba para mitigar os prejuízos causados pelas intempéries.
“Já respondi. Ainda não temos calculados os valores dessas atividades”, disse.
O executivo aprovou também, por unanimidade, o concurso de conceção do Parque Urbano Quinta do Jardim à Toral Arquitectos, Lda.
Trata-se de um projeto que irá requalificar cerca de 16 hectares na zona norte de Castelo Branco e que irá incluir um centro de ciência viva e uma academia de ginástica.
O vereador do PSD/CDS-PP José Augusto Alves realçou a importância deste projeto e questionou o presidente do município sobre o valor previsto, as fontes de financiamento e o número de anos para a sua conclusão.
“O projeto ronda os 12 milhões de euros. Ainda não temos financiamento assegurado. Estão já previstas algumas fontes de financiamento, mas não está assegurado. O projeto será desenvolvido por fases, de acordo com o financiamento que poderemos aplicar”, informou Leopoldo Rodrigues.
O vereador da IL elogiou o projeto, considerando que a sua concretização fará a diferença na cidade.
“É um projeto extraordinário e uma mais-valia para a cidade”, referiu José Henriques.













