As empresas sediadas nos 68 municípios onde foi declarada situação de calamidade foram responsáveis, no ano passado, pela exportação de 15,2% dos bens nacionais, segundo dados do INE.
Num destaque hoje publicado, sobre estes municípios, o Instituto Nacional de Estatística (INE) indicou que em 2025, as empresas sediadas nestes municípios foram responsáveis por 15,2% das exportações nacionais de bens e por 12.085,7 milhões de euros (dados preliminares).
Segundo o INE, no setor do alojamento turístico, estes municípios concentravam 14,9% dos estabelecimentos em atividade (1.263 unidades), 11,5% da capacidade instalada (58,3 mil camas) e 8,9% das dormidas registadas no país (7,3 milhões).
De acordo com a mesma informação, em 2024, nestes municípios estavam 15,8% das empresas não financeiras, 14% do pessoal ao serviço e 13,8% do volume de negócios.
Já em termos setoriais, destacaram-se a agricultura e pescas e a indústria e energia, com o maior peso relativo no pessoal ao serviço e no volume de negócios, bem como a indústria e energia e o comércio, com maior expressão no número de empresas.
Paralelamente, segundo o recenseamento agrícola de 2019, estes municípios concentravam 22% das explorações agrícolas, 20% do volume de trabalho agrícola e 14% da superfície agrícola utilizada.
Já na produção pecuária, “o peso relativo era particularmente expressivo”, indicou o INE, com 60% do efetivo nacional de suínos e 52% das aves.
“Apesar de concentrarem uma menor proporção da superfície agrícola utilizada, estes municípios assumem um peso significativo na produção pecuária nacional”, destacou.
De acordo com o INE, “em 2021, cerca de 1,8 milhões de pessoas (17,0% da população residente em Portugal) viviam nos 68 municípios onde foi declarada situação de calamidade, que concentravam também 19% dos alojamentos do país”.




