Mau tempo: Igreja de São Martinho do Arco de Baúlhe (Cabeceiras de Basto) encerrada aos fiéis

A igreja matriz de São Martinho do Arco de Baúlhe, no concelho de Cabeceiras de Basto, distrito de Braga, está fechada aos fiéis por tempo indeterminado, devido ao “risco iminente de derrocada” do muro de suporte do adro.

Executive Digest com Lusa
Fevereiro 13, 2026
19:38

A igreja matriz de São Martinho do Arco de Baúlhe, no concelho de Cabeceiras de Basto, distrito de Braga, está fechada aos fiéis por tempo indeterminado, devido ao “risco iminente de derrocada” do muro de suporte do adro.


Em declarações hoje à agência Lusa, o padre da paróquia deu conta de que a situação do muro “é muito preocupante e que está em risco de queda iminente”, acrescentando que se isso acontecer, há a forte probabilidade de a igreja, que está numa zona alta, sofrer danos estruturais significativos, pois a distância da igreja até ao muro é de cerca de cinco metros.


O padre Rui Araújo explicou que a situação se agravou nos últimos dias, fruto das sucessivas tempestades, provocando também “infiltrações profundas” na igreja que, há cerca de quatro anos, sofreu obras de requalificação na ordem dos 400 mil euros.


“Até estarem reunidas todas as condições de segurança a igreja vai estar encerrada aos fiéis. Neste momento não conseguimos prever quando é que isso possa acontecer. Os técnicos já estiveram a verificar o muro do adro e a igreja e a situação é muito complicada”, lamentou o pároco.


Numa publicação nas redes sociais, a paróquia de São Martinho do Arco de Baúlhe pede à população para que não se aproxime do muro e evite a zona envolvente.


“Apelamos à máxima prudência e colaboração de todos. Protejam-se, a vossa segurança é prioritária”, lê-se no alerta.


Dezasseis pessoas morreram em Portugal na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.


A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias são as principais consequências materiais do temporal.


As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas.


O Governo prolongou a situação de calamidade até dia 15 para 68 concelhos e anunciou medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.


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