A Câmara de Anadia, no distrito de Aveiro, pediu ao Governo a integração do concelho na situação de calamidade após o mau tempo ter originado estragos em diferentes setores locais, revelou hoje a autarquia.
A ausência de enquadramento formal no estado de calamidade coloca Anadia “numa posição de particular vulnerabilidade”, limitando o acesso a mecanismos de apoio financeiro e logístico indispensáveis à reposição da normalidade, defendeu o presidente da Câmara, Jorge Sampaio.
De acordo com um comunicado enviado à agência Lusa, na solicitação remetida ao Governo, o autarca refere “danos expressivos” em infraestruturas municipais, equipamentos públicos e vias de comunicação.
Jorge Sampaio menciona também “prejuízos relevantes em propriedades privadas e atividades económicas”, alertando ainda “para o impacto na capacidade operacional dos serviços municipais de Proteção Civil”.
Segundo a autarquia, está a ser solicitada a implementação de medidas específicas de apoio, “nomeadamente uma avaliação técnica célere dos danos; apoios financeiros extraordinários para reparações de infraestruturas e equipamentos; reforço dos meios de Proteção Civil; e a criação de instrumentos excecionais que permitam responder, de forma eficaz, às consequências da intempérie”.
O ofício foi enviado ao primeiro-ministro, ao Presidente da República, aos ministros da Economia e da Coesão Territorial, das Infraestruturas e Habitação e à Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) do Centro.
A situação de calamidade que abrangia os 68 concelhos mais afetados terminou no domingo.
Dezoito pessoas morreram em Portugal na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.
A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias são as principais consequências materiais do temporal.
As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo foram as mais afetadas.














