As gigantes do cartão de crédito Visa e Mastercard estão a investigar a sua relação comercial com o Pornhub, depois de um influente cronista do New York Times (NYT) ter alegado que o portal pornográfico divulga vídeos de violações e sexo com menores, avança o ‘La Vanguardia’.
Nicholas Kristof, jornalista de opinião do jornal norte-americano, escreveu na sexta-feira que o Pornhub inclui cenas de violação, abuso infantil, câmaras a espiar mulheres a tomar banho, conteúdo racista e misógino e outros exemplos de vídeos explícitos filmados sem o consentimento dos participantes.
«A procura por “meninas menores de 18 anos” ou “14 anos” leva a mais de 100 mil vídeos em cada caso. A maioria deles não são crianças agredidas, mas muitas são», diz o jornalista. No artigo, Kristof menciona, entre outros, o caso de uma jovem de 15 anos da Flórida que desapareceu e logo depois a mãe encontrou vídeos da filha no Pornhub.
Num comunicado dirigido à Associated Press (AP) no domingo, o Pornhub observou que estas declarações do jornalista são «irresponsáveis», sendo também «flagrantemente falso» sugerir que o portal permite imagens de abuso sexual infantil.
O Pornhub sublinhou ainda que emprega profissionais para fazer a revisão de cada conteúdo que é colocado no site e que remove todo o material ilegal.
O serviço de pagamento online PayPal já parou de processar pagamentos para o Pornhub, que é propriedade do conglomerado pornográfico MindGeek, no ano passado. Em resposta às alegações de Kristof, a Visa e Mastercard disseram que estão a investigar o assunto.
«Estamos cientes das alegações e estamos a colaborar ativamente com as instituições financeiras relevantes para investigar, bem como a trabalhar diretamente com a empresa-mãe do portal, MindGeek», afirmou a empresa Visa, citada pelo ‘La Vanguardia’. Para além disso, a empresa acrescentou que se descobrir que o Pornhub está a violar a lei ou as políticas bancárias, o portal da web será proibido de aceitar pagamentos Visa.
Enquanto isso, também a Mastercard prometeu uma «ação imediata» se as alegações forem comprovadas. «Estamos a investigar as alegações levantadas no New York Times e a trabalhar com o banco da MindGeek para entender a situação», disse a Mastercard num comunicado.








