Milhares de pessoas vão participar este domingo em Budapeste numa “marcha nacional” convocada pelo partido Tisza, liderado pelo principal rosto da oposição húngara, Péter Magyar. A iniciativa pretende pressionar por uma “mudança de regime” no país e surge numa fase decisiva da campanha para as eleições legislativas marcadas para 12 de abril.
Magyar, antigo aliado do primeiro-ministro Viktor Orbán que se tornou um dos seus principais críticos, tem procurado mobilizar a sociedade civil e os eleitores descontentes com o atual governo. O líder da Tisza acusa o executivo de corrupção, concentração de poder e degradação das instituições democráticas, defendendo uma renovação política profunda no país.
A marcha vai percorrer algumas das principais avenidas da capital húngara, num evento apresentado como uma demonstração de força antes das eleições. O partido Tisza tem organizado grandes mobilizações públicas nos últimos meses como parte da estratégia para desafiar o domínio político de Orbán, que governa a Hungria desde 2010.
A disputa eleitoral deste ano é considerada uma das mais competitivas das últimas décadas. Sondagens recentes indicam que a formação de Péter Magyar surge como um sério rival do partido governamental Fidesz, num cenário que pode pôr fim a mais de uma década e meia de hegemonia política do atual primeiro-ministro.
Num contexto de forte polarização política e tensões geopolíticas na Europa Central, a marcha da oposição foi apresentada pelos organizadores como um sinal de que uma parte significativa da sociedade húngara exige mudanças profundas no rumo político do país.








