Lisboa fecha parques e espaços florestais devido ao risco de incêndio: saiba quais

A proibição de acesso e circulação nestes espaços vigora até às 23h59 de segunda-feira, 6 de julho, acompanhando o período definido pelo Governo no âmbito da situação de alerta

Francisco Laranjeira

A Câmara Municipal de Lisboa vai encerrar vários espaços florestais da cidade a partir da meia-noite desta sexta-feira, na sequência da declaração de situação de alerta emitida pelo Governo para todo o território continental devido ao agravamento do risco de incêndio.

A proibição de acesso e circulação nestes espaços vigora até às 23h59 de segunda-feira, 6 de julho, acompanhando o período definido pelo Governo no âmbito da situação de alerta.

Entre os locais encerrados estão alguns dos principais parques e zonas verdes da capital, incluindo o Parque Florestal de Monsanto, a Tapada da Ajuda, a Tapada das Necessidades, o Parque da Bela Vista e a Quinta das Conchas e Lilases.

A lista inclui ainda o Parque do Vale Fundão, o Parque José Gomes Ferreira, o Parque Central de Chelas, a Encosta da Calçada de Carriche, o Parque do Vale do Silêncio, o Parque da Mata da Madre de Deus, o Parque dos Moinhos de Santana e o Parque Silva Porto.

Segundo a autarquia, todos os meios da Câmara Municipal de Lisboa estão reforçados e em prontidão para atuar na prevenção, vigilância, fiscalização e patrulhamento, bem como para responder a eventuais ocorrências. A operação envolve a Polícia Municipal, o Regimento de Sapadores Bombeiros de Lisboa e os corpos de bombeiros voluntários da cidade.

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Além das medidas de prevenção contra incêndios, Lisboa ativou respostas adicionais perante o aviso vermelho devido às temperaturas elevadas, incluindo durante o período noturno. Três estações do Metropolitano de Lisboa — Rossio, Oriente e Santa Apolónia — estarão abertas durante toda a madrugada para acolher população em situação de sem-abrigo.

A medida junta-se ao reforço da vigilância e do acompanhamento da população mais vulnerável, no âmbito da resposta coordenada pelo NPISA Lisboa — Núcleo de Planeamento e Intervenção Sem-Abrigo — e do projeto Radar Lisboa.

A Câmara Municipal de Lisboa tem ainda dois locais identificados que poderão funcionar como abrigos temporários em caso de extrema necessidade: o Pavilhão Casal Vistoso e o Pavilhão Manuel Castelbranco. A eventual operacionalização destes espaços será feita em articulação com as entidades responsáveis, incluindo a Direção-Geral da Saúde.

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