O relatório em que o Observatório Europeu da Droga e da Toxicodependência (OEDT) divulga que os resultados das análises às águas residuais coloca a capital portuguesa em 12.º lugar numa lista de 68 cidades de 23 países europeus. Em Lisboa, a média diária de consumo de cocaína foi de 453 miligramas por mil habitantes.
Segundo o “Público”, em 2019, as análises realizadas às águas que circulam nos esgotos, para a partir dos metabolitos excretados pela urina se perceber que drogas andam a consumir os cidadãos, revelaram a presença de 453 miligramas (mg) diários por mil habitantes, num valor que aponta para uma estabilidade relativamente aos 454 mg diários por mil habitantes do ano anterior.
«Lisboa está entre as cidades que apresentam os consumos mais altos para esta substância, logo atrás das cidades da Suíça, Bélgica, Holanda, Espanha e Reino Unido», disse ao “Público” o epidemiologista João Matias, do OEDT, dizendo-se preocupado com esta manutenção dos consumos altos, numa altura em que «há um aumento das emergências hospitalares relacionadas com esta substância, bem como do número de overdoses fatais».
Em Almada, as águas residuais revelaram a presença de 162 mg diários por mil habitantes, acima dos 136 mg do ano anterior. Quanto ao Porto, não há dados para 2019, mas os dados do ano anterior apontaram para um consumo médio de cocaína de 219.5 mg diários por mil habitantes, acrescenta o jornal.
Globalmente, Amesterdão surge em 2019 como a cidade campeã no consumo de cocaína: 986 mg diários por mil habitantes. As cidades espanholas também se posicionam quase todas nos lugares cimeiros, sobretudo Barcelona cujos consumos diários atingem os 700 mg por cada mil habitantes.
Ainda no panorama global, o consumo de anfetaminas aumentou em 21 das 68 cidades analisadas, sobretudo no Norte e Leste europeus, e as metanfetaminas também aumentarem em 17 das 42 cidades que apresentaram resíduos quantificáveis nas respectivas águas residuais, estando o seu consumo, até agora tendencialmente concentrado na Eslováquia e na República Checa, a alastrar à Alemanha, Dinamarca, Lituânia e também Espanha.






