O julgamento do pirata informático Rui Pinto vai acontecer já esta sexta-feira, dia 4 de Agosto, na mesma sala onde teve lugar a instrução do processo Marques, no qual José Sócrates é o principal arguido, de acordo com o ‘Correio da Manhã’ (CM).
Segundo a mesma publicação a sala que une os dois processos situa-se no piso 0 do edifício A do Campus da Justiça em Lisboa, contudo não era este o espaço previsto inicialmente para o julgamento de Rui Pinto.
Dadas as circunstâncias e o mediatismo do evento, o tribunal teve de optar por uma sala maior, uma vez que o julgamento é do interesse da imprensa nacional e internacional, com alguns nomes como a ‘Reters’, ou o ‘The New York Times’ a marcar presença. Ainda assim quem não conseguir assistir pessoalmente, poderá fazê-lo por video-conferência, numa outra sala para o efeito.
O julgamento vai contar com segurança máxima, tal como a ‘Executive Digest ‘já tinha noticiado, com as forças de segurança portuguesas a acompanhar Rui Pinto desde a sua saída de casa, até às entradas e saídas do tribunal, com recurso também a carros descaracterizados segundo o ‘CM’.
Recorde-se que Rui Pinto, que entrou em Portugal em Março de 2019 e esteve preso durante cerca de um ano e meio, por alegados crimes informáticos, está agora em liberdade, depois de ter sido autorizada a suspensão do seu processo num «acordo inédito» da Justiça portuguesa, em que o hacker conseguiu ser libertado como arguido e simultâneamente como testemunha protegida.
A colaboração «essencial» de Rui Pinto foi um dos argumentos utilizados pelo director da Polícia Judiciária (PJ) e do DCIAP, para sensibilizar o tribunal que o vai julgar e amenizar a sua decisão. A informação que o hacker tem pode ser «determinante» para a Justiça, em alguns casos, desde o futebol, passando por Isabel dos Santos, até ao caso BES.
Rui Pinto começa a ser julgado a 4 de Setembro por 90 crimes: 68 de acesso indevido, 14 de violação de correspondência, seis de acesso ilegítimo e ainda por sabotagem informática à SAD do Sporting e por tentativa de extorsão ao fundo de investimento Doyen.
O criador da plataforma Football Leaks e responsável pelo processo Luanda Leaks, em que a Isabel dos Santos é a principal visada, está em liberdade, por decisão da juíza Margarida Alves, encontrando-se agora inserido no programa de protecção de testemunhas em local não revelado e sob protecção policial, por questões de segurança.




