Jerónimo Martins subiu lucros para 186 milhões. Também aumentaram para 70% contratos efetivos de colaboradores

Os lucros da Jerónimo Martins – retalhista que em Portugal detém os supermercados Pingo Doce e a marca Recheio – subiram 78,9% para 186 milhões de euros no primeiro semestre deste ano, segundo a informação enviada à CMVM.

Fábio Carvalho da Silva

Os lucros da Jerónimo Martins – retalhista que em Portugal detém os supermercados Pingo Doce e a marca Recheio – subiram 78,9% para 186 milhões de euros no primeiro semestre deste ano, segundo a informação enviada à Comissão de Mercado de Valores Mobiliários (CMVM).

A margem EBITDA consolidada, no primeiro semestre, subiu de 6,8% para 7,2%.



A posição líquida de caixa- deixando de parte a responsabilidade com locações operacionais capitalizadas –  foi de 407 milhões de euros no
final de junho, “após o pagamento de 181 milhões de euros de dividendos realizado em maio”.

Relativamente à conhecida marca “Pingo Doce”, as vendas atingiram 1,9 mil milhões de euros, um crescimento de 4,6% em relação ao primeiro semestre de 2020, incluindo um LFL (excluindo o combustível) de 2,8%. “O desempenho incorpora inflação negativa no cabaz”, explica o grupo.

No segundo trimestre as vendas da rede de supermercados atingiram os 993 milhões de euros, um crescimento homólogo de 10,1% com um LFL (excluindo combustível) de 7,3%.

EBITDA  da marca ficou pelos112 milhões de euros, 19,2% acima do registado no primeiro semestre do ano anterior. Já a  margem EBITDA aumentou 70p, tendo por comparação o mesmo período.

Em matéria de recursos humanos, o relatório destaca o facto de a empresa ter aumentado em 6%, face ao período homólogo,  o número de contratos efetivos de colaboradores para um total de 70% dos colaboradores.

” Reforçámos, também, em 3% o investimento (voluntário) em medidas de apoio ao colaborador, para o valor de 5,7 milhões de euros, em
programas na área da Saúde, Educação e Bem-Estar Familiar”, acrescenta o documento.

“O nosso desempenho nestes primeiros seis meses mostra a força e competitividade dos nossos modelos de negócio em todos os países onde temos operações”, escreve o Presidente e administrador delegado do grupo, Pedro Soares dos Santos.

“Em Portugal, o Pingo Doce e o Recheio trabalharam arduamente para recuperar as vendas e o EBITDA, conseguindo limitar os efeitos negativos dos contínuos constrangimentos que continuam a afetar o desempenho”, conclui Soares dos Santos.

Em atualização

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