Irão: Teerão ataca agências do Citibank e ameaça mais empresas dos EUA

A Guarda Revolucionária do Irão reclamou hoje ataques contra agências do Citibank nos Emirados Árabes Unidos e Bahrein, no dia em que a diplomacia de Teerão ameaçou mais empresas norte-americanas se a sua infraestrutura energética for novamente bombardeada.

Executive Digest com Lusa

A Guarda Revolucionária do Irão reclamou hoje ataques contra agências do Citibank nos Emirados Árabes Unidos e Bahrein, no dia em que a diplomacia de Teerão ameaçou mais empresas norte-americanas se a sua infraestrutura energética for novamente bombardeada.


As operações com drones na sexta-feira à noite no Dubai e Manama contra o Citibank, sediado nos Estados Unidos, foram justificadas pelo porta-voz das forças iranianas, Ali Mohammad Naeini, como uma resposta à “agressão inimiga” contra dois bancos iranianos, segundo a agência de notícias Tasnim.


Ali Mohammad Naeini advertiu que, se as instituições financeiras iranianas voltarem a ser atacadas, todas as agências dos bancos norte-americanos da região serão consideradas “alvos legítimos”.


Na passada quarta-feira, as forças iranianas acusaram os Estados Unidos e Israel de atacarem um banco no país “após falharem os seus objetivos militares”, o que alegam conferir “carta-branca” para responder “de forma contundente” contra os seus centros económicos em todo o Médio Oriente.


Além disso, aconselharam os habitantes dos países da região a manterem uma distância de, pelo menos, um quilómetro em relação aos bancos norte-americanos ou israelitas.


O comandante da força naval da Guarda Revolucionária iraniana, Alireza Tangsiri, declarou que as suas forças atacaram também “alvos-chave” em três bases aéreas norte-americanas localizadas nos Emirados Árabes Unidos, Bahrein e Qatar em várias vagas.


Estes ataques ocorreram após os Estados Unidos terem lançado um ataque na noite de sexta-feira à ilha iraniana de Kharg, o centro da indústria petrolífera do país.


O Presidente norte-americano, Donald Trump, considerou que foi “um dos bombardeamentos mais poderosos” da história do Médio Oriente, que diz ter aniquilado por completo todos os alvos militares na ilha, onde estão armazenadas 90% das exportações de petróleo iraniano.


Em sentido contrário, a agência de notícias iraniana Fars deu conta de que nenhuma infraestrutura petrolífera da ilha foi danificada.


No seguimento do ataque a Kharg, o Irão ameaçou hoje a atacar mais instalações de empresas norte-americanas no Médio Oriente caso a sua infraestrutura energética seja novamente visada.


“Em caso de ataque a instalações iranianas, as forças iranianas atacarão instalações pertencentes a empresas norte-americanas na região ou empresas nas quais os Estados Unidos tenham uma participação”, advertiu o ministro dos Negócios Estrangeiros iraniano, Abbas Araqchi, citado pela Tasnim.


O chefe da diplomacia de Teerão afirmou que o seu país responderá “sem dúvida” a qualquer ataque contra as suas instalações energéticas, mas ressalvou que agirá “com cautela para evitar atingir áreas densamente povoadas”.


Os Estados Unidos e Israel desencadearam em 28 de fevereiro uma ofensiva aérea contra o Irão, que matou logo no primeiro dia de bombardeamentos o seu líder supremo, Ali Khamenei.


Desde então, a República Islâmica tem respondido através de ataques com mísseis e drones Israel e os países vizinhos do Médio Oriente, visando em particular bases militares norte-americanas, mas também outras infraestruturas, sobretudo energéticas.


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