O Irão está pronto para voltar ao enriquecimento de urânio, impulsionando uma vez mais o seu programa nuclear, como forma de responder ao assassínio de Mohsen Fakrizadeh, o cientista que liderava o projeto, num ato atribuído pelas autoridades iranianas a Israel. Ao mesmo tempo, Teerão ameaça expulsar os inspetores internacionais caso as sanções aplicadas pelos Estados Unidos não sejam levantadas até ao começo de fevereiro.
A notícia é avançada pelo diário New York Times que acrescenta dados: a Agência de Energia Atómica iraniana terá recebido instruções no sentido de devolver os níveis de enriquecimento de urânio do seu programa nuclear aos níveis anteriores aos do acordo alcançado em 2015 e assinado com a Administração Obama. Segundo a publicação norte-americana, prosseguindo este caminho o Irão terá ao seu dispor armas atómicas dentro de apenas seis meses.
Esta tomada de decisão do regime iraniano deverá ser encarada pela Administração Trump como uma provocação e recorde-se que, no passado dia 17, foi revelado que o ainda Presidente dos Estados Unidos avaliara o lançamento de um ataque contra o Irão, tendo sido dissuadido de o fazer por Mike Pompeo e pelo general Mark A. Milley, entre outros conselheiros.
O New York Times apresenta os dados sobre os iranianos como um potencial primeiro teste às reais capacidades de Joe Biden, Presidente eleito a 3 de novembro e que irá tomar posse no próximo dia 20 de janeiro.
A informação é tornada pública depois de, no passado dia 18, Mohmmad Javad Zarif, chefe da diplomacia iraniana, ter admitido em entrevista que o país poderia regressar automaticamente ao acordo assinado com Barack Obama, desde que fossem levantadas as sanções dos Estados Unidos.





