Presidente da Mercadona veria positivo IVA zero para alimentos

O presidente da cadeia de supermercados Mercadona, Juan Roig, realçou hoje a incerteza sobre os impactos que poderá ter a guerra no Médio Oriente e considerou que medidas como “IVA zero” para a alimentação seriam bem-vindas.

Executive Digest com Lusa

O presidente da cadeia de supermercados Mercadona, Juan Roig, realçou hoje a incerteza sobre os impactos que poderá ter a guerra no Médio Oriente e considerou que medidas como “IVA zero” para a alimentação seriam bem-vindas.

Juan Roig considerou que, caso de prolongue o conflito no Médio Oriente e houver impactos nos preços, seria positivo que tanto o Governo de Portugal como o de Espanha voltassem a aplicar descidas do IVA em produtos alimentares, como fizeram após o início da guerra na Ucrânia, em fevereiro de 2022.



“Mas não depende de nós”, sublinhou, em resposta a questões dos jornalistas sobre esta possibilidade numa conferência de imprensa hoje em Valência, Espanha, para apresentar os resultados de 2025 da Mercadona, que tem supermercados em Portugal e em Espanha.

Juan Roig afirmou por diversas vezes que o futuro é incerto e admitiu impactos para os consumidores e no consumo, sobretudo se houver uma escalada de preços das matérias-primas e do petróleo por causa da nova guerra no Médio Oriente, iniciada há dez dias com ataques dos EUA e Israel ao Irão, a que Teerão respondeu.

“Não se sabe o que vai acontecer”, realçou Juan Roig, que afirmou que os empresários estão sempre “em cima de uma prancha de surf” e têm de se adaptar às circunstâncias, como aliás têm feito nos últimos anos, marcados pela covid-19 ou as consequências da guerra na Ucrânia.

“Não podemos adivinhar o futuro, o que podemos é enfrentar o futuro. Enfrentaremos o que vier. Mais do que isso não podemos saber”, afirmou.

Juan Roig sublinhou que na Mercadona há subidas e descidas de preços para os clientes associados, sobretudo, às oscilações de preços nas matérias-primas, como aconteceu, por exemplo, com o azeite nos últimos anos.

“O que mais queremos é baixar preços, ninguém fica contente por subir preços”, afirmou.

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