Uma salva de mísseis iranianos causou hoje dois mortos perto de Telavive, no centro de Israel, anunciaram as equipas de socorro israelitas, ao décimo dia de guerra no Médio Oriente.
Trata-se das primeiras vítimas mortais em Israel desde 01 de março, segundo a agência de notícias espanhola EFE, que somou 12 mortos em bombardeamentos no país desde que começou a guerra, em 28 de fevereiro.
“Imediatamente após a ativação das sirenes”, as equipas de emergência foram enviadas para “vários locais no centro de Israel”, nomeadamente para um estaleiro de obras, informou o Magen David Adom (MDA), o equivalente israelita da Cruz Vermelha.
Dois homens “com ferimentos graves causados por destroços” foram retirados dos escombros, tendo um deles morrido no local acrescentou o MDA num comunicado citado pela agência de notícias France-Presse (AFP).
O ferido grave acabou por morrer no hospital, segundo a EFE, que cita fontes da saúde.
Os bombeiros israelitas precisaram que “estilhaços de munições de fragmentação” caíram em Yehud (perto do aeroporto Ben Gurion), Bat Yam e Holon (em Telavive), numa referência aos mísseis de fragmentação que o Irão lança diariamente contra Israel.
Desconhece-se o local exato dos impactos, uma vez que a censura militar israelita impede a divulgação, especialmente se danificarem infraestruturas críticas ou militares, segundo a EFE.
A última vez que tinham sido reportadas vítimas mortais em Israel por mísseis do Irão fora em 01 de março, quando um projétil atingiu uma sinagoga na localidade de Beit Shemesh, perto de Jerusalém, causando nove mortos.
Um dia antes, em 28 de fevereiro, foi registada outra vítima em Telavive pelo impacto de um míssil num edifício residencial.
Os alarmes não pararam de soar durante todos os dias de guerra em Israel, com maior intensidade agora no norte, onde se somam os ataques do Hezbollah a partir do sul do Líbano, e em Telavive.
Além de bombardear Israel, o Irão respondeu à ofensiva com ataques contra os países do Golfo Pérsico, nomeadamente os que acolhem bases militares dos Estados Unidos.
Projéteis iranianos caíram também em Chipre, Turquia e Azerbaijão.
A guerra causou mais de 1.300 mortos, a maioria iranianos, incluindo o guia supremo do Irão, o ‘ayatollah’ Ali Khamenei, que foi substituído nas funções pelo filho, Mojtaba Khamenei, no domingo.
O conflito fez também recear uma crise económica global dado o impacto nos mercados de energia por estarem envolvidos alguns dos maiores produtores de petróleo e gás mundiais.
Os preços do petróleo registaram hoje subidas históricas acima dos 100 dólares por barril, o que estava a fazer afundar os mercados bolsistas e a reavivar os receios de um choque inflacionista mundial.
O barril de Brent do Mar do Norte, referência do mercado mundial, subia hoje de manhã 16,18% para 107,69 dólares, pouco depois de ter disparado mais de 28%.
O barril de WTI, referência do mercado norte-americano, avançava 14,02% para 103,64 dólares, após ter subido brevemente mais de 31%.
Mesmo a invasão da Ucrânia pela Rússia, que viu o barril subir até aos 130,50 dólares no início de março de 2022, não tinha provocado movimentos tão violentos, segundo a AFP.




