Ataques aéreos de Israel atingiram hoje à noite os subúrbios do sul de Beirute, segundo os media estatais libaneses, enquanto as forças israelitas anunciaram que estão novamente a visar o movimento xiita Hezbollah, apoiado pelo Irão.
A agência de notícias oficial libanesa ANI indicou que “o inimigo israelita lançou um ataque feroz” aos subúrbios do sul de Beirute, onde o Hezbollah exerce influência.
Imagens em direto da AFPTV mostravam colunas de fumo a subir das áreas afetadas.
Os militares israelitas disseram, em comunicado, que “começaram a realizar ataques contra as infraestruturas do Hezbollah” na zona.
Antes, tinham indicado que estavam a lançar uma “onda de ataques” contra a capital libanesa, em conjunto com a sua campanha de bombardeamentos contra o Irão.
Pelo menos 570 pessoas foram mortas, mais de 1.400 ficaram feridas e cerca de 759.000 estão deslocadas no Líbano devido aos bombardeamentos israelitas, indicou hoje a Unidade de Riscos e Desastres libanesa.
O balanço anterior dava conta de 486 mortos e mais de 1.300 feridos, segundo o Ministério da Saúde libanês.
A intensa ofensiva aérea israelita obrigou 759.300 pessoas a abandonar as suas casas, embora este número reflita apenas o número de deslocados que se registaram junto das autoridades competentes.
Entre estes deslocados, 122.600 permanecem em 580 centros educativos habilitados como abrigos oficiais.
A ofensiva israelita intensificou-se após ataques lançados pelo Hezbollah, movimento xiita libanês apoiado pelo Irão, no contexto da guerra regional em curso no Médio Oriente.
O movimento xiita começou a visar o território israelita há uma semana no seguimento do início, em 28 de fevereiro, dos bombardeamentos israelo-americanos no Irão e da morte do líder supremo da República Islâmica, Ali Khamenei, que jurou vingar.
Israel mantém uma intensa campanha de bombardeamentos contra o sul e o leste do Líbano, além dos arredores ao sul de Beirute, enquanto o Hezbollah continua a lançar alguns ataques de impacto limitado contra o norte do Estado judeu.
A eclosão da violência, enquadrada na guerra do Irão, começou apenas 15 meses depois de o Líbano e Israel terem chegado a um acordo de cessar-fogo para pôr fim a outro conflito, que já tinha causado mais 4.000 mortos no país entre 2023 e 2024.
Esse cessar-fogo foi violado por diversas vezes por Israel, que continuou a atacar posições que diz serem do Hezbollah.



