Irão: Israel diz ter atacado várias posições do Hezbollah no sul do Líbano

As forças israelitas revelaram que atacaram hoje dezenas de alvos no sul do Líbano, incluindo locais de lançamento de rockets, uma fábrica de drones e mísseis pertencentes ao Hezbollah, movimento islamista libanês apoiado pelo Irão.

Executive Digest com Lusa

As forças israelitas revelaram que atacaram hoje dezenas de alvos no sul do Líbano, incluindo locais de lançamento de rockets, uma fábrica de drones e mísseis pertencentes ao Hezbollah, movimento islamista libanês apoiado pelo Irão.


O Exército “realizou uma nova onda de ataques e desmantelou a infraestrutura terrorista do Hezbollah em todo o Líbano”, destacou, num comunicado.


Entre estes alvos “estavam vários locais de lançamento de rockets e mísseis (…) localizados a sul do rio Litani”, incluindo “uma fábrica de drones”, acrescentou o comunicado.


O Exército acrescentou que esta infraestrutura era utilizada pelo Hezbollah para realizar ataques terroristas contra as tropas e civis israelitas.


“A organização terrorista Hezbollah decidiu atacar Israel a mando do regime iraniano e vai suportar as consequências dos seus atos. As Forças de Defesa de Israel (IDF) não permitirão que os cidadãos de Israel sofram danos e continuarão a agir para defender o Estado de Israel e os seus cidadãos”, pode ler-se.


O número de mortos na campanha de bombardeamentos israelitas iniciada há três dias contra o Líbano subiu para 72, e o número de feridos para 437, após terem morrido hoje mais 20 pessoas em diferentes pontos do país, segundo as autoridades libanesas.


Israel mantém uma intensa campanha de bombardeamentos contra o sul e o leste do Líbano, bem como nos arredores de Beirute, onde afirma ter atacado cerca de 250 alvos pertencentes ao grupo xiita Hezbollah.


A ofensiva começou depois de o movimento libanês ter atacado o norte de Israel, o que descreveu como uma resposta ao assassinato do líder supremo iraniano Ali Khamenei e à continuidade dos bombardeamentos israelitas no Líbano, apesar do cessar-fogo de 2024.


Este é o pior surto de violência desde que o cessar-fogo entrou em vigor há 15 meses, embora Israel tenha continuado a realizar ataques contra o território libanês quase diariamente durante este período, numa espécie de conflito unilateral de baixa intensidade.


Os Estados Unidos e Israel lançaram a 28 de fevereiro um ataque militar contra o Irão,  tendo matado durante a ofensiva o ‘ayatollah’ Ali Khamenei, líder supremo do país desde 1989.


O Conselho de Liderança Iraniano assume atualmente a direção o país.


O Irão encerrou o estreito de Ormuz e lançou ataques de retaliação contra alvos em Israel, bases norte-americanas e outras infraestruturas em países da região como Arábia Saudita, Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Qatar, Kuwait, Líbano, Jordânia, Omã, Iraque, Chipre e Turquia.


Desde o início do conflito, foram contabilizados mais de mil mortos, na maioria iranianos.


 

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