O gabinete do primeiro-ministro israelita negou que tenha sido hoje alvo de um ataque do Irão, desmentindo declarações anteriores da Guarda Revolucionária iraniana.
“É completamente falso. É só propaganda da Guarda Revolucionária” do Irão, afirmou à agência de notícias espanhola EFE um porta-voz do gabinete de Benjamin Netanyahu.
Meios de comunicação de social iranianos tinham noticiado, citando a Guarda Revolucionária, que o gabinete de Netanyahu e outros objetivos tinham sido atacados pelas Forças Armadas da República Islâmica “em ataques seletivos e surpresa com mísseis Kheibar”.
Inicialmente, também a agência de notícias russa TASS tinha avançado um ataque da Guarda Revolucionária do Irão contra o gabinete do primeiro-ministro de Israel, mas já tinha citado uma fonte israelita a negar a informação.
Os alarmes antiaéreos soam periodicamente em Jerusalém, onde no domingo à noite um míssil atingiu uma estrada de saída da cidade, que até agora não tinha sido atacada nem no atual conflito com o Irão nem na chamada guerra dos 12 dias de junho de 2025.
Hoje de manhã voltaram a soar e ouviram-se interceções, mas não foi relatada a queda de nenhum projétil, nem avistado fumo ou outro sinal que pudesse alertar para um impacto na cidade, indicou a EFE.
As defesas israelitas repeliram a maior parte dos projéteis iranianos, embora no domingo nove pessoas tenham morrido na sequência do impacto de um míssil numa sinagoga que abrigava um refúgio comunitário e casas vizinhas em Beit Shemesh, a cerca de 30 quilómetros de Jerusalém.
O balanço de vítimas mortais elevou-se para 10 em Israel, enquanto no Irão são mais de 550, de acordo com uma contagem divulgada pelo Crescente Vermelho iraniano.
Israel e Estados Unidos lançaram no sábado um ataque militar contra o Irão, para “eliminar as ameaças iminentes do regime iraniano”, e Teerão respondeu com mísseis e drones contra bases norte-americanas na região e alvos israelitas.
O Irão já confirmou a morte do ‘ayatollah’ Ali Khamenei, o líder supremo do país desde 1989 e decretou um período de luto de 40 dias.
Portugal, França, Alemanha e Reino Unido condenaram os ataques iranianos a países vizinhos.








