Irão: Israel alivia restrições de emergência  

As autoridades militares israelitas anunciaram hoje que vão aliviar, a partir do meio-dia de quinta-feira, as restrições de emergência aplicadas desde início dos ataques iranianos ao país.   

Executive Digest com Lusa
Março 4, 2026
22:29

As autoridades militares israelitas anunciaram hoje que vão aliviar, a partir do meio-dia de quinta-feira, as restrições de emergência aplicadas desde início dos ataques iranianos ao país.   


“As diretrizes de defesa serão atualizadas” e “todo o país passará de um nível de atividade ‘essencial’ para um nível de atividade ‘limitada'”, refere um comunicado das Forças de Defesa de Israel (FDI). 


Serão a partir de quinta-feira permitidas concentrações de “até 50 pessoas” e os escritórios poderão também funcionar na proximidade de abrigos antiaéreos.  


No entanto, continuarão fechadas as escolas, tal como desde o início da campanha de bombardeamentos iraniano contra o país, a 28 de fevereiro, em resposta à ofensiva israelo-americana contra Teerão. 


As FDI afirmaram hoje que o lançamento de mísseis iranianos em direção a Israel tem diminuído de dia para  dia. 


As forças israelitas e norte-americanas reivindicaram nas últimas horas sucesso na destruição das capacidades militares iranianas, em particular lançadores de mísseis balísticos e ‘drones’, com que Teerão tem visado os países vizinhos, em retaliação pelos ataques sofridos. 


Também hoje, as FDI anunciaram ter bombardeado um complexo militar e de segurança em Teerão, incluindo bases da Guarda Revolucionária, nomeadamente da força de elite Qods e da milícia paramilitar Bassidj.   


A Força Qods é o ramo dos Guardas da Revolução (exército ideológico da República Islâmica) responsável pelas operações externas e auxilia a nível operativo e militar grupos apoiados pelo Irão, como o Hamas, na Faixa de Gaza, e o movimento xiita libanês Hezbollah. 


Já a milícia Bassidj é uma força paramilitar voluntária criada pelo antigo líder supremo o ‘ayatollah’ Khomeini, e atua como uma unidade de segurança interna, focada na monitorização da moralidade pública e repressão de protestos.  


O chefe do Estado-Maior Conjunto dos Estados Unidos, general Dan Caine, afirmou hoje que os lançamentos de mísseis balísticos iranianos diminuíram 86% desde o primeiro dia da guerra contra o Irão, com uma queda de 23% apenas nas últimas 24 horas. 


Numa conferência de imprensa em Washington, o general adiantou que os ataques com drones também registaram uma redução significativa, de 73% em relação aos primeiros dias do conflito. 


Caine informou ainda que o Irão lançou “mais de 500 mísseis balísticos e mais de 2.000 drones em toda a região” desde o início da ofensiva conjunta dos Estados Unidos (EUA) e de Israel no sábado.  


Israel e Estados Unidos lançaram a 28 de fevereiro uma ofensiva ao Irão para “eliminar as ameaças iminentes do regime iraniano”, tendo matado o líder supremo iraniano, o ‘ayatollah’ Ali Khamenei, e grande parte dos altos responsáveis da Guarda Revolucionária. 


O Conselho de Liderança Iraniano dirige o país após a morte de Khamenei. 


Washington exige que o Irão cesse o enriquecimento de urânio e limite o alcance dos seus mísseis, o que Teerão recusa, aceitando apenas cortes no seu programa nuclear em troca da suspensão das sanções em vigor. 


O Irão encerrou o estreito de Ormuz e lançou ataques de retaliação contra Israel, bases norte-americanas e outras infraestruturas em países da região como Arábia Saudita, Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Qatar, Kuwait, Líbano, Jordânia, Omã, Iraque, Chipre e Turquia. 


Segundo as autoridades iranianas, os ataques israelitas e norte-americanos causaram, até agora, mais de mil mortos. 


Trump afiançou que a ofensiva ao Irão vai continuar por mais algumas semanas, até que todo o seu programa de mísseis, Marinha e capacidade nuclear sejam destruídos, e avisou que a “grande onda” de ataques ainda não foi lançada e pode chegar “muito em breve”. 


  


PDF (RJP/TAB) // RBF 

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