Impresa realiza hoje AG extraordinária para eleições dos órgãos sociais: o que está em causa?

Na reunião, os acionistas irão eleger um novo presidente e um novo secretário da mesa da assembleia geral para o período restante do mandato correspondente ao quadriénio 2023-2026

Executive Digest

A Impresa convocou uma assembleia-geral extraordinária para esta terça-feira para eleger novos órgãos sociais e preparar mudanças na estrutura do grupo, no que a empresa descreve como o início de um “novo ciclo”. A informação foi comunicada ao mercado através de um comunicado enviado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM).

Na reunião, os acionistas irão eleger um novo presidente e um novo secretário da mesa da assembleia geral para o período restante do mandato correspondente ao quadriénio 2023-2026. A eleição surge após a renúncia dos atuais titulares dos cargos, Manuel Castelo Branco e José Guilherme Silva Gomes, decisão que a empresa enquadra nas transformações que antecipa para o grupo.

A assembleia-geral deverá também deliberar sobre o alargamento do conselho de administração, que passará dos atuais seis para nove membros. Os seis administradores atualmente indicados pela Impreger, holding da família Balsemão, manter-se-ão em funções, enquanto três novos administradores deverão ser designados pela MediaForEurope (MFE), grupo italiano controlado pela família Berlusconi.

Os nomes propostos para representar a MFE são Michele Giraudo, diretor de receitas da MediaForEurope Advertising, Massimiliano Ventimiglia, fundador e CEO da empresa tecnológica Onde Alte, especializada em inteligência artificial e ‘big data’ para media digitais, e Massimo Musolino, responsável pela gestão e operações da Mediaset em Espanha. Caso sejam eleitos, estes administradores só assumir-se-ão funções após a entrada efetiva da MFE no capital da Impresa.

A parceria entre a dona da SIC e o grupo italiano foi anunciada em novembro do ano passado e prevê que a MFE passe a deter 32,934% do capital da Impresa, através da subscrição de um aumento de capital de 17,325 milhões de euros. A família Balsemão, através da Impreger, manterá o controlo da empresa com 33,738% do capital e mais de 50% dos direitos de voto.

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A concretização do acordo depende ainda de uma decisão da CMVM, que terá de determinar se a entrada da MFE obriga ao lançamento de uma oferta pública de aquisição (OPA). Caso o regulador conclua que a operação exige uma OPA obrigatória, o acordo poderá ficar sem efeito.

Na assembleia-geral extraordinária será ainda reapreciada, “a título cautelar”, a deliberação que aprovou o aumento de capital em dezembro de 2025. A decisão surge após uma ação judicial apresentada pela acionista Tilway Management, sociedade com menos de 2% do capital da Impresa, que pretende invalidar essa deliberação.

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