Irão: Brent supera 111 dólares com negociações estagnadas e Ormuz bloqueado

O barril de petróleo Brent continuava hoje a subir e, cerca das 12:20 em Lisboa, avançava 2,97% para 111,44 dólares, enquanto as negociações entre Washington e Teerão continuam estagnadas e o estreito de Ormuz bloqueado.

Executive Digest com Lusa

O barril de petróleo Brent continuava hoje a subir e, cerca das 12:20 em Lisboa, avançava 2,97% para 111,44 dólares, enquanto as negociações entre Washington e Teerão continuam estagnadas e o estreito de Ormuz bloqueado.

Cerca das 12:20 em Lisboa, e segundo dados da Bloomberg recolhidos pela Lusa, o Brent, petróleo de referência da Europa, para entrega em junho subia 2,97%, para 111,44 dólares.

O barril West Texas Intermediate (WTI), a referência nos EUA, também para entrega em junho, também acentuava a subida e à mesma hora aumentava 3,89% para 100,12 dólares.

O Brent e WTI mantêm hoje a tendência de alta da semana passada, devido à falta de avanços nas negociações entre os Estados Unidos e o Irão e à manutenção do bloqueio do estreito de Ormuz, por onde transita cerca de 20% do petróleo consumido mundialmente.

O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assegurou no sábado que o Irão apresentou uma nova oferta de negociação, embora tenha advertido que não tem pressa para alcançar um novo acordo.

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O Irão denunciou que os EUA estão a agir como “piratas” e “terroristas” com o bloqueio naval ordenado por Trump.

Além disso, criticou que Washington tem promovido um bloqueio marítimo e “realizado ações ilegais”, incluindo a apreensão de navios mercantes iranianos em águas internacionais e a detenção da tripulação.

Este fim de semana, o ministro dos Negócios Estrangeiros iraniano, Abás Araqchí, deixou o Paquistão sem mostrar intenção de negociar com Washington, que cancelou por sua vez a viagem a Islamabad dos enviados especiais de Trump, Steve Witkoff e Jared Kushner.

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Para Ricardo Evangelista, CEO da ActivTrades Europe, “com a guerra entre os Estados Unidos e Israel contra o Irão a entrar no seu terceiro mês, a disrupção nos mercados globais de petróleo continua a dominar o sentimento dos investidores”. “Quanto mais tempo o conflito se prolongar e o bloqueio do estreito se mantiver, mais severo será o impacto deste choque energético na economia global, criando margem para novas subidas dos preços do petróleo”, adianta.

Evangelista considera que “para já, o potencial de subida permanece limitado pela esperança de que as negociações em curso possam levar à normalização do tráfego marítimo na região”.

“Um impasse prolongado deverá impulsionar os preços em alta, enquanto quaisquer desenvolvimentos positivos poderão desencadear uma correção em baixa”, conclui.

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