As acções de insolvência recuaram 7,6% no primeiro semestre deste ano, face ao mesmo período de 2018, passando de 3.067 para 2.835. A média mensal foi de 567 acções de insolvência, o valor mais baixo desde 2016, de acordo com dados da Iberinform.
Porto (711), Lisboa (589) e Braga (344) foram os distritos com mais insolvências, ainda que a Invicta e Braga apresentem subidas (7,2 e 35,4%, respectivamente) e a capital portuguesa registe uma quebra de 33,3% em relação ao ano passado. Por distritos, Vila Real, Castelo Branco e Guarda são os que contam com reduções mais significativas. Por outro lado, Braga, Horta e Aveiro são responsáveis pelos maiores saltos.
Electricidade, Gás e Água (-64,3%), Indústria Extractiva (-36,4%) e Outros Serviços (-22,4%) são os sectores com as maiores reduções no número de insolvências. As subidas couberam a quatro sectores: Telecomunicações (33,3%), Agricultura, Caça e Pesca (20,5%), Indústria Transformadora (15,9%) e Transportes (10,6%).
A constituição de novas empresas, por seu turno, registou um aumento de 9,9%. Até ao final de Junho, foram criadas mais de 27 mil empresas, verificando-se uma média mensal de 4.515 novas constituições – superior ao valor alcançado nos dos últimos anos.
O distrito de Lisboa lidera o ranking de constituições (8.803), seguido pelo Porto (4.920) e por Setúbal (2.093). De acordo com a Iberinform, todos os distritos aumentaram as constituições, com as maiores variações a serem registadas em Horta (84%), Castelo Branco (29,9%) e Bragança (27,4%).
Por sectores, os principais recuos dizem respeito às actividades de Telecomunicações (-9,8%), Hotelaria/Restauração (-2,7%) e Comércio por Grosso (-2,4%). Os maiores aumentos surgem nas áreas de Transportes (120,3%), Electricidade, Gás e Água (79,1%) e Construção e Obras Públicas (33,6%).




