Injeção de capital na TAP: Governo quer controlar uso do dinheiro

Importa agora conhecer a vontade dos acionistas Atlantic Gateway, de David Neeleman, e de Humberto Pedrosa que têm de anunciar se aceitam, ou não, as condições do Estado.

Executive Digest

Depois da luz verde de Bruxelas ao apoio à TAP, o Governo passa a pressão para os acionistas privados impondo-lhes algumas condições para salvar a companhia de bandeira do colapso financeiro, noticia o ‘Público’, esta quinta-feira.

Segundo o ministro das Infraestruturas e Habitação, Pedro Nuno Santos, que confirmou, esta quarta-feira, a validação de Bruxelas a um empréstimo público de mil milhões de euros, e mais uma “almofada de cerca de 200 milhões” para eventualidades neste “contexto de elevada incerteza”, importa agora conhecer a vontade dos acionistas Atlantic Gateway, de David Neeleman, e de Humberto Pedrosa que têm de anunciar se aceitam, ou não, as condições do Estado.



Garantindo que o Estado está “preparado para a qualquer momento” realizar a injeção de dinheiro, o ministro salientou que a par da aceitação, também as condições do Estado ficarão formalizadas no contrato de financiamento.

Pedro Nuno Santos não desvendou concretamente as condições que o Estado impõe neste processo mas não deixou de sublinhar que “perante a dimensão da intervenção” que o Estado está para fazer, “ninguém compreenderia que os diferentes accionistas da empresa, com créditos sobre a mesma empresa não aceitassem que esses créditos fossem convertidos” em capital.

Sem se alongar sobre um eventual reforço da posição (já de 50%) do Estado no capital, defendeu que “não é sequer apenas uma exigência do Estado português, que os accionistas sejam também chamados, neste caso no que diz respeito aos créditos que têm sobre a própria empresa”, acrescentando que se vai fazer uma intervenção “de monta”, o Estado “tem de se defender” e para isso tem de ter “um maior controlo sobre a gestão financeira, sobre o destino do dinheiro” que vai injetar.

Pedro Nuno Santos lembrou que o Estado conta ainda com o voto de qualidade do presidente (Miguel Frasquilho), mas neste novo cenário terá também maior capacidade de “monitorização e controlo dos movimentos de caixa”.

“Isto significa que os privados, que até à data têm gerido a companhia sem intervenção da Parpública, terão de abdicar de um certo grau de liberdade, se quiserem aceitar a ajuda de emergência”, adianta ainda o ‘Público’.

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