Ihor/SEF: Provedora da Justiça quer resolver indemnização com prioridade e celeridade

Maria Lúcia Amaral foi ouvida na Comissão dos Assuntos Constitucionais, Direitos, Liberdades e Garantias.

Executive Digest com Lusa

A provedora de Justiça garantiu hoje que pretende resolver “com toda a prioridade e celeridade” o valor da indemnização a pagar à família do cidadão ucraniano Ihor Homenyuk e que aguarda por “elementos objetivos” da parte do advogado.

Maria Lúcia Amaral esteve hoje a ser ouvida no parlamento, na Comissão dos Assuntos Constitucionais, Direitos, Liberdades e Garantias, à qual foi chamada a pedido do Partido Socialista, na qualidade de Mecanismo Nacional de Prevenção da Tortura, para falar sobre “condutas atentatórias dos direitos humanos” no Centro de Instalação Temporária do aeroporto de Lisboa.

A provedora de Justiça disse aos deputados que está à espera, já há uma semana, de “elementos objetivos” que pediu ao representante legal da família do cidadão ucraniano.

“É neste ponto que está e assim que os tiver a minha intenção é obviamente de resolver este problema com toda a prioridade e celeridade que ele merece”, sublinhou Maria Lúcia Amaral.

A provedora explicou que ficou com a responsabilidade de “assegurar o procedimento de uma indemnização extrajudicial de adesão voluntária”, isto apesar de estar “aquém dos tribunais” e de não ser “poder nenhum”, como frisou.

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“O que significa que vou ter de propor aos familiares do Ihor uma proposta de indemnização, que será apresentada quando tiver os elementos objetivos que me permitam formulá-la com razoabilidade e justiça”, adiantou.

Ihor Homenyuk terá sido vítima das violentas agressões de três inspetores do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF), acusados de homicídio qualificado, com a alegada cumplicidade ou encobrimento de outros 12 inspetores. O julgamento deste caso terá início em 20 de janeiro.

Nove meses depois do alegado homicídio, a diretora do SEF, Cristina Gatões, demitiu-se, após alguns partidos da oposição terem exigido consequências políticas deste caso, tendo o ministro da Administração Interna, Eduardo Cabrita, considerado que esta “fez bem em entender dever cessar funções” e que não teria condições para liderar o processo de restruturação do organismo.

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