Igualdade de género pode resolver a escassez de talento nas empresas

Os problemas com a escassez de talento têm assolado as empresas nos mais diversos setores de atividade, nomeadamente após a pandemia de Covid-19. No entanto, um estudo recente mostra que há uma forma de resolver este problemas nas empresas, com a aposta na igualdade de género.

André Manuel Mendes

Os problemas com a escassez de talento têm assolado as empresas nos mais diversos setores de atividade, nomeadamente após a pandemia de Covid-19. No entanto, um estudo recente mostra que há uma forma de resolver este problemas nas empresas, com a aposta na igualdade de género.

O estudo ‘Working Women  and the War for Talent’ da Bain & Company indica que as mulheres ainda representam menos de 40% da força de trabalho global, e que a sua participação está a diminuir em muitos países.



Assim, as mulheres podem ser uma parte fundamental da solução para a escassez de talentos. A Bain & Company considera que cada país tem a oportunidade de trazer mais mulheres para a força laboral, para preencher as lacunas de pessoal e promover o empoderamento das mulheres.

“Os homens e as mulheres têm motivações homogéneas na hora de trabalhar, em fatores como a orientação financeira e o companheirismo. Também têm posições semelhantes relativamente à inclusão, com menos de 30% a sentir-se incluído no local de trabalho”, explica Clara Albuquerque, partner da Bain & Company.

A empresa responsável pelo estudo identificou os três desequilíbrios mais significativos normalmente no centro da lacuna entre mulheres e homens no trabalho: a escolha da profissão está ligada às expetativas adquiridas durante a infância, o dilema da flexibilidade e o preconceito no local de trabalho.

O estudo revela que as empresas mais destacadas vão abordar proativamente a desigualdade de género, e os gestores seniores liderar os movimentos para atrair e reter os melhores talentos. O mesmo identifica cinco princípios para empoderar as mulheres e reduzir o desequilíbrio de género, mas também melhorar a força de trabalho como um todo: Desconfiar das médias; combater ativamente os estereótipos de género; incutir práticas inclusivas; Promover a flexibilidade laboral; e explorar novas reservas de talento através de programas de recapacitação e reinserção.

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